domingo, 27 de maio de 2012

FERA FERIDA

                                   FOTO ARQUIVO PESSOAL 2012
                           
Tomou toda cerveja em dois goles, quase sem intervalo de tempo.
Apenas 15 minutos que eu havia chegado ao “ QUINTAL “. Ainda passariam morcegos, baratas e ratos em sua tosca cabeça, mas Flor sentia prazer em ajustar a cadeira de madeira do bar sob  olhares de lunáticos como ele, querendo chamar a atenção por estar apenas com o tal amigo que ouvi dizer que estava só ficando, só na boa com quem pintasse no pedaço,igualzinha a Flor...A chamarei de Cravo,pois deve ser um encravo na vida das pessoas...
"Vai ao meu aniversário? Convidei e se não quiser, problema seu, não diga que não o convidei?”. Murmurava  Flor,cambaleando feito João Teimoso, boneco de plástico ou brinquedo de sabão.
A insistência de Flor pegando em minhas mãos, com cara de porre me irritava. Fez um gesto quase imperceptível com a cabeça e, falava feitas folhas secas caindo ao vento até chegar ao chão. O papo era o mesmo: Aniversário dia 4 de Julho lá  no   Santa  Mônica , e sei lá que diabos ele quer que eu vá...Assim do nada,já que nunca tivemos liberdade com o outro.. Cada palavra parecia cuidadosamente planejada. Eu que sempre procurei fugir de meus personagens, me vejo tão perto.
Já em sua mesa, um cara que vejo sempre por lá, cabelos grisalhos, cara de coruja. (  Acho que já o citei em outros contos ),que  também gosta de garotões assentou-se e ficou de papo com Flor e  seu fiel amigo,escolhia momentos,tascava-o beijinhos, soltava gargalhadas e altas palavras com o sujeito que parece chamar-se Guilherme... Ele não tinha pretensão de ser sociável, mas estava usando uma camisa colorida já toda ensanguentada de cervejas e suor gritante enquanto o resto dos senhores não ousavam mais que tons frios, o encararem com desejo ou sintonia nos sorrisos. Flor já não sorria, apenas resmungava, enquanto aguardava por DonDOCA... Eu observava os lados e as laterais - um moço se instala a quatro mesas de distância. Está sozinho, coitado, pensei. Há inquietação por todos os lados; os rumores sobre a densidade do órgão genital do moço incomodam os espectadores “haifainos” e as meninas que se acham serem senhoras em especial.
Continua a bebedeira, altos papos ao celular, lucro certo para operadoras de telefonia e uma sobra de gente em meu lado, retardatária na mesa, segue fitando até a última fileira, todos que por ali se cerceavam de desejo e atrações sexuais. Não consigo entender, mas ele encara - primeiro vira do seu lado esquerdo, depois, num súbito, levanta, pede licença e passando desajeitadamente por ele, segue até o banheiro. Nesse milésimo de instante, enquanto Flor o encarava, o moço corou ,desviou o olhar e o corpo para lhe dar passagem. Não entendeu a razão do movimento, mas preferiu respeitá-lo.
E tome cerveja... Tudo se cala - nem bocas famintas nem tosses... Nada. Apenas o barulho dos carros na rua, enquanto na TV o Fantástico mostrava uma reportagem de um juiz que cancelou uma união gay. Misteriosamente o moço, naquele momento, deixou de existir. Só reinava ele e o silêncio e a cara de tacho do amigo de camisa preta da lacoste. A maravilha do silêncio! Ali, nem narrativas, nem atuações, nem fotografia. Ali certo cansaço, nova frustração e silêncio. Fera ferida e mansa, cansada, derrotada...
Ele se bastava, como sempre, mas agora o mundo também se bastava (ou ao menos fingia muito bem).
Aquela paquera havia se mostrado mais densa que o imaginado e Flor estando chapada, não teriam como alguém de sã consciência leva-lo a sério numa noite de domingo... Também eu. Levantei - antes que a conta chegasse - e segui até ao Aldair imune. Voltei à mesa, e junto de Tony, agora mais cheio daquilo tudo, despedi enquanto falava ao celular e sai até sem ele notar. Continuou ali solitário na única mesa com garrafas fosca e calada, o amigo devia estar imaginado o tamanho do sapato do moço solitário...
Não houve mais conversação e pude notar que o moço novo no pedaço apreciou o vinho vagarosamente e seguida também partiu...
                             Uschuaia Dean, segunda, 21 de Junho 2011.

sábado, 26 de maio de 2012

VENDE-SE A SUA MÃE ANALFABETO

         

                             VENDE-SE A SUA MÃE ANALFABETO...

SIRVA-SE DE MEUS RESTOS

                                       FOTO USCHUAIA DEAN 2011

O sábado foi de surpresas e mais uma decepção com amigos ou supostos amigos, coisas que acontecem em nossas costas e calam-se numa tremenda falsidade, mas prefiro me ausentar neste assunto, quero mesmo que aquele copo de cerveja que Flor derramava desde as primeiras horas da tarde tivesse veneno de rato, ou aquele coroinha que assistia ao jogo do Galo tranquilamente tivesse uma pistola automática engatilhada diante das têmporas dela que sem vergonha não tirava os olhos daqueles cabelos brancos. Ele ia ao banheiro e Flor atrás. Pior que estava de Love com o Senhor Boneco, um médico gordo todo de branco, de bigode discreto em meio aquela armação de óculos escuros... Às vezes em papo com o Aerporto de Mosquito e seu namoradinho meio gordinho, cara de Don, mais uns carinhas diferentes que não os conheço e parecia-se nas trevas e talvez com desejo de vingança e com gosto de morte na ponta da língua vibrou quando o Avaí fez o gol,tudo ficara escuro dentro de meus olhos,mas por temer que Ternurinha ,eu ou Marcola tivéssemos uma navalha escondida pronta a cravar a  sua gengiva ou um plano de destruição,logo calou-se e teve que ouvir gritinhos dos galista a cada gol que marcava os zagueiros do Galo...
A mesa dela havia oito piraúnas, um velhinho de óculos, cabelos brancos que parecia namorar um boy que toda hora saia para fumar e falar ao celular... O médico alisava Flor que respondia e mesmo assim os olhos atentavam as cenas prontas de torturas que gostaria de praticar com velhinho atleticano de belos olhos azuis, saboreando uma enorme pizza noutra mesa. E Ternurinha cochicha aos meus ouvidos que tem nojo, tem ódio de Flor e  certa vez no Bar do primo o desdenhou .Ternurinha joga na cara dele que jamais o queria,pois é chegada em bofe,aqueles rapazes sarados e discretos não bicha na pele de michê....E Ternurinha sabe o que fala,pois nunca,jamais transaria com Flor..Quebrar louça,meu Deus?Seria ter pesadelos com a própria morte, é como ter pensamentos suicidas. Você já imaginou ter o privilégio de escolher a própria morte? Por asfixia? Overdose? Um salto ao além? Uma explosão de pólvora que espalhe seus miolos para todos os lados? Que não seja para chamar atenção seja real e verdadeira. São texturas da vida que as pessoas escondem. O medo da loucura.
E enquanto tento assistir ao jogo observo os trejeitos de Flor e de sua turma e imagino a minha crueldade também. Flor já imaginando se entregar completamente ao Senhor que o chamarei de Lemon e não ser obrigado a colaborar com esse mundo imbecil de Dom Serafim, Heliodora etc. e tal. Traça uma realidade paralela e ignora todo o resto. Ignorar as responsabilidades, as contas, as amizades, os amores, os colegas de copo, a beleza que se pode encontrar em meio a tanta podridão. Isso é crueldade. É egoísmo. É ter consciência de que centenas, ou apenas umas dez pessoas sofrerão muito com uma decisão radical. Mas e se Flor for desprezada? Mesmo assim ignora tudo que fez até hoje, o que conquistou o que conseguiu o que nutriu naqueles que a usaram e outros que a amaram. É a maldade. O pensamento insano. A parte mais imunda que temos dentro de nós e que ocultamos cuidadosamente dentro de um cofre.
O Aeroporto de Mosquito pede a conta, ele mesmo vai ao caixa pagar, depois me perdi no jogo, não vi de onde saiu à grana. O Senhor Boneco despede-se dos sete, fala alguma coisa com Flor sai. Também o garoto Danton sai com o Arias e ficam as piraúnas... Falam,riem,mostram ingressos de jogos que ela e Gustavo foram a Arena do Jacaré, secavam o galo, mas saiu o terceiro gol e pronto... Hora de irmos embora para a saideira no HI FI. Eles também estão saindo e noto que sorrateiramente Flor passa um papel com o número de fone ao Lemon e outro forasteiro sério, mini-homem de tão pequeno que assustado parecia não entender a nada... Tenho em mim todos estes pensamentos, os desejos, e reconheço que isso pode soar absurdo. Pode ser agressivo. Inclusive desnecessário em minha exposição. Que diferença faz? É o choque. É se imaginar deitado dentro de uma banheira onde o sangue e a água se misturam. Onde a vida se esvai sem que ninguém possa socorrer. O limite entre o que é real e as alucinações que vem com o frio. É a cena de horror. Há esse lixo todo dentro de mim no momento e não posso deixar de servir aquele bando de ratazanas e baratas tontas que antes de minha morte, me faz escrever...
NO HI FI pegamos uma mesa, encontro Popotinha com um sujeito, alguns amigos de Lan lan e Marcola aparecem,a mesa aumenta ,sorrisos  a parte e num canto Flor já estava também a espera de mais alguém...Aparece Gê,Bodinho que desta vez e mais uma, não nos cumprimenta,logo que viu o Ricardão tratou de virar as costas,havia a alguns sábados levado um fora de Ricardão...E me bateu uma vontade enorme de me comportar como um idiota. De fazer com que a Flor e as outras sentissem indignadas com tamanha falta de respeito. É como disparar bombas em ônibus escolares. É como atravessar um cruzamento com o farol fechado e se chocar contra um caminhão em alta velocidade. Ouvir o zunido do fim. O último olhar, o último ar a ser recebido pelos pulmões. Há toda essa fantasia mórbida vagando pelo meu cérebro. E reparo que não existe qualquer compromisso com o bom senso ali naquele quintal, o meu preferido HI FI. Não há qualquer interesse que não seja o de ofender. De atacar, tomar sentimentos, grana e corações. De machucar, de triturar qualquer sentimento de compaixão. Não quero o torpor da pena alheia, muito menos palavras de carinho ou incentivo de carcarás nocivos. Quero vomitar a última gota de fezes no caminho reverso, e fazer com que todos sintam o cheiro de bosta escorrendo pelo nariz. Infestando o ambiente com o odor da putrefação de minhas ideias mais bizarras. E navegar na desordem que estes pensamentos possam causar a elas todas. Tornar insuportável a continuação desse texto e ao mesmo tempo estimular a curiosidade que parece ser tão podre quanto tudo que relatei a cada linha. Somos iguais em desgraça, como disse certa vez o poeta. Não quero sua piedade, quero seu pavor. Seu terror. Nem olhar sério e medroso de Óx que estava lindo numa camisa preta que o presenteei quando vim de Roma em 2007 e adentrou o bar e foi-se para um canto beber a cerveja, companheira solitária de alucinações de alguém sem sentimentos, mas que acho no fundo está tentando se encontrar como gente neste mundo.
O papo rolava solto e acabei sendo o bobo da corte. Contei piadas,sorria,abraçava, chorava de rir de novo, vendia alguns convites da feijoada e quando Óx passa por mim e vai ao caixa acertar a conta, vou ao banheiro e acho que vomito ali palavras bonitas, texto poético diante do espelho e solto junto da urina tudo que viria a ouvir do garçom. Você já se acostumou a ler e me arrisco a dizer que talvez não lhe cause tantos sentimentos. Agora experimente o desconforto, e confronte uma face completamente improvável de ser retratada publicamente por uma pessoa que você pensa que conhece. A agressão verbal de Mareth ao Òx na sexta, trêbado após copos e copos de vinagres.. Aquilo soou muito forte e triste aos meus ouvidos, pois tanto Re, quanto Caçulinha e o Pimpão afirmaram a mesma coisa. Fiquei a imaginar as razões, mas ninguém tem direito de agredir tanto assim e Mareth se achando a Dona do Mundo saí baforando a quem quer que passe em sua frente. E dois dias que ela não me liga.Nãos ei se vai me contar,farei de bobo e agora sim darei um super tempo de meu quintal favorito.darei as caras por lá no sábado e talvez pela sexta já em fim de noite.Não quero mais perder meus cabelos com tragédias Marethianas...
A mesa de Flor vai esvaziando, ficando apenas ela, mais dois e DoNDOCA que parecia calma, embora numa blusa vermelhona chame atenção e como que loucura fosse aventura... Em dado momento estou com Popotinha e mais um amigo no balcão e avisto Flor agarrada em DoNDOCA atravessando a Bia Fortes... Certamente a noite teria um final lá na Estação 2000...
O ponteiro do relógio já ia longe quando resolvo voltar para casa, quase duas horas e a única saída é aguentar mais uma noite de frio solitário, achando bom, pois esqueço que quem e inventou a sacanagem não tinha medo da salvação...Chegamos ao fim.
Isso tudo também é uma arte.Ou não é?

Uschuaia Dean, domingo 29 de maio 2011.

MEU QUINTAL FAVORITO

                                                                 
   Foto Guto de Moura
        Maio 2011

                               


Mareth entre fumaças do cigarro mordeu minha língua
E não comeu meus desejos
Filé como gato aceitou minhas dicas
Mas não leu, nem bebeu minhas ideias.
O Remilton cala a minha cabeça
Quer que eu tome guaraná
Meu quintal favorito está cheio de carcarás
Mas ninguém pode proibir o meu olhar
Flor é meu verso e a minha prosa
Nunca vai descolorir sem Dondoca
A minha pétala de rosa é Gigante
Amantes caçadoras observam Marcola
Mas eu vejo a vida assim, meio Duduca, meio Lan Lan,meio coca cola
E me recuso a parar com moiçolas de plantão
De regar meu organismo com vinagres e vinagretes
Não me diga que a poesia está só no Bodinho, também no Santos Dumont
Tornaram-se obsoletos, Dedé, Fufura, Zuzu de olhos azuis, mocambo e molambo.
O que escrevo tem perfume de Lazinha, o brilho do relógio de Lili.
De jasmim e violeta na camisa de Riba, olhos atentos de Shaolin.
E não perco mais meu tempo com Noel, Senhor Boneco, Buda, com Beth, A Feia, com algum caçador, nem com aviador...
Descrevendo minhas dores, vejo o Rato Branco, o Pavarotti, o Tutti. O Pato Rôco, o vendedor de coco...
Vou contando minha história antes que me deem um soco na cara e na alma.
Antes que eu ofereça meu amor e paz uma vez pelo menos na vida.
E a oportunidade de rir a melhor gargalhada, de poder provar o valor da amizade.
Minha vida é de flores, ratos, baratas, carcarás, gatos, condores, cervejas, cheiro de sexo, pecado, rostos cor de rosa, infelizes dinossauros, infelizes coincidências e esperanças...
De abraços sinceros que faz toda a diferença pelo menos num momento de felicidade para que pudessem ter sempre nas mãos,quando se sentissem mal amados,aflitos, tristes, sozinhos, e rodeados de vozes que não dizem nada e de coisas aparentemente valiosas que não acrescentam a oportunidade de sentirem felizes ao menos uma vez ao meu lado...

Ushuaia Dean, sábado 28 de Maio 2011.

GATOS E RATOS


GATOS E RATOS...

Tanto gato por ai, e aqui só ratos...
Eles atacam com o sol quente...
Preferem não dormir
Querem se consumar
No tempo da gente..
Conduzir o desejo de amar
Descobrindo urgentemente
o momento de refazer
Alguns sentimentos
Que guardam no corpo
De repente como serpente
Doente, demente partir na delicadeza da busca de mais um gato...
Cuidado com esses gatos Turcos ,eles deixam marcas profundas....
Aqui Mareth * se acha gato...
Vive no mato sem cachorro
Brinca de rato com o Carlos
E acaba voltando sozinho para casa...
Num arroto escroto!!!!
* Ficou de contatá-lo por e-mail para resolver sobre o perfume..

27 de maio 2011 – Belo Horizonte/MG

SOUBE


QUE A NOITE FOI PROVEITOSA E DELIRANTE... ENQUANTO MARCOLA PENSAVA EM IR EMBORA, O PAVOR DE VER MARETH ENTORNADNO O VINAGRE O FAZIA SAIR DA MESA MAIS CEDO QUE O COSTUME. É COMO SER INDESEJADO A MESA OUVINDO PAPOS DE SUPER HOMENS, SEM SE DAR CONTA QUE SUPER HOMEM É SÓ NAS TELAS DE CINEMAS E FICAR A VOAR EM PAPOS CHULOS QUE O INCOMODA...
JOGAR PIADINHA PARA FLOR QUE EXIBE UM ENORME CORDÃO COM UMA MEDALHA, COISA DE PADRES E BISPOS, SERIA UMA LOUCURA NADA DISCRETA. PASSOU DOS LIMTES AS IRONIAS E O ENCONTRO COM O MUNDINHO FÚTIL DE FLOR QUE APENAS QUERIA EXIBIR-SE PARA DOM SERAFIM FAZENDO FLOR VIVER NUMA MAR DE RAIVA E ÓDIO... O CARA CAINDO, QUERENDO QUEBRAR A TUDO E TODOS OS OSSOS DE MARTEH. O PRESENTE DEVE TER SIDO UMA PRENDA DE ALGUMA PRESA FÁCIL, AFINAL FLOR É PROTAGONISTA DE LANCES QUE POUCO ENTENDO E SE ENVOLVEU COM ALGUM PADRE NÃO ME ABESTARIA MAIS...
MARCOLA NÃO FAZIA QUESTÃO ALGUMA DE OUVIR AQUILO TUDO E DESCOBRE QUE CADA SEGUNDO OUVINDO AS MERDAS PROFERIDAS POR MARETH SERIA UM FIM E NÃO ENTENDE PORQUE NASCEM PESSOAS QUE TEM A NECESSIDADE DE MACHUCAR OS OUTROS. É COMO SENTIR GRIPE OU FEBRE, DÁ NO MESMO E EM DESEJOS QUE ALGUÉM O OUÇA DIZENDO FODAS PARAS AS SUJEIRAS E ABSURDOS QUE ADENTRAM TEUS OUVIDOS MURCHOS E SECOS... SOUBE QUE A QUARTA NO HI FI FALTOU ALGUÉM A OBSERVAR, MAS A SEXTA CHEGA SORRATEIRA E DEVO ESTAR POR LÁ...
Ushuaia Dean, 27 DE MAIO 2011 – QUINTA FEIRA...

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Poucas coisas me deixam mais feliz

                                   FOTO ARQUIVO PESSOAL 2011
                                         
Poucas coisas me deixam mais feliz do que sentar num boteco e tomar cerveja com os amigos. Quase todas as noites vou ao HI Fi do Remilton Garçom com a Mimi,o Baixinho da Kaiser,as vezes o Chiquinho,o Lan Lan,o Edu e a Marc ,sempre  os vejo, entendo porque deixei de me matricular no curso de marketing,ontem foi o último dia de inscrição.
Aliás, cada vez me convenço mais que a única coisa que faz a vida valer a pena são as pessoas que encontramos pelo caminho. A Mimi é Politicamente errada, devia ser homem, tamanho o machismo... e o  Marc é formado em discrição, todos cheios de histórias legais, e penso que essa é uma das poucas semelhanças que nós temos, até porque nós três somos totalmente diferentes. Assim como os outros amigos!
Sempre que nos encontramos, prometemos que isso será mais frequente, mas ainda bem, somos pessoas independentes e bastante ocupadas. Eu adoro os sermões que a Mimi dá no Bigode da Kaiser, lembra a minha mãe, hehehehe. Mas na última quarta quem deu show no sermão foi o Marc, hehehehe.
Mimi falando feito papagaio e Marc querendo falar de carnaval, ela não deixava e então Marc rodou a baiana.
Tirando o fato das poucas opções de comida que tem no boteco, sempre é muito bom ir lá com as monas e com as colegas que reaparece a caça de algum corpo fresco para uma noitada de orgias, que sempre me receberam muito bem quando eu vou lá ou quando vou tomar cerveja com elas.
Ali vou criando os meus personagens, a cada olhar uma criatura em tom de desejos e me perco nas paginas imaginárias de meu livro...
Esses momentos são de grande importância pra mim, pela companhia, pela conversa, pelas risadas e principalmente porque dá uma amenizada nas dores da alma. Não diminui nada, não cura nada também, mas é o mais doce dos remédios.
Ushuaia Dean, Quinta feira, 12 de maio 2011.

ESTREBUCHA BABY – PARTE 2 - Os idiotas!

                                              FOTO DIGITAL 2011

O digital do JK já passara das 04h07min quando o idiota aqui caminha em direção a algum táxi, também de algum idiota que rala a madrugada para sustentar a esposa que certamente aproveita a ausência do companheiro para metê-lo um belíssimo par de chifres. Sem plexo, desconecto caminho pela praça e noto que já é bem cedo para quem saí para o trabalho no sábado... Os olhos meio embaçados por conta do sono e da cervejada no HI FI e na Estação 2000, os copos e a sujeira pela rua faziam-se visíveis em terríveis sinais de alerta...
E naquele ritmo alcanço um taxi já bem lá em cima na Amazonas e acho que o moço moreno tentava conservar, pois notara a minha insatisfação para com algumas figuras da noite que invadem meus sentidos... Não apenas com essas coisas que acontecem no dia a dia, mas com o nosso próprio assassinato, com o mau humor de Mareth Tigrão que além do vinagre, destila veneno e ironias contra as pessoas de bem, que no fundo não tem nenhuma culpa com a sua frustração... A falta de respeito de Flor que chega de mansinho, cubando a todos e todas numa justa camisa branca de manga longa, a mesma e eterna calça jeans, meio sem graça finge nem reconhecer o Marcovita ou Marcole, num passo chega a uma mesa e de longe aquele anelzinho na mão direita cintila como fosse uma pérola... Logo em seguida chateia-me ver Bodinho mal educado a caça sem saber quem ali possa está... Em seguida a mesa está posta e repleta, Jiquiró (*) bem arrumado, fala coisas que alegra a mesa, e Flor encara um Senhor que às vezes por lá dá o ar de sua graça... Discreto, meigo, cabelos bem grisalhos, meio gordinho que até Mareth já quis enrabichar para o lado do sujeito que vou chama-lo de “Coruja”... Aqueles olhos debaixo de um óculos enorme, olhar arregalados e cintilantes me fez lembrar-se daquelas corujas que tantas vezes rondava a casa de minha mãe lá no alto da serra... Ficava de frente para mim e numa emoção repetitiva aparece um garotinho até bonito e comestível, exibia uma tatuagem no antebraço e também discreta observava os demais... Dona Sessé aparece abatida e calada... Já na mesa, Noel, ex e mal resolvida de Bodinho senta-se a mesa e dá-lhe goró, enquanto um ventinho matreiro insistiu em desalinhar meus cabelos com gel seco, imaginando fico como aquelas árvores que já nem respiram em meio a todo caos daquele pedaço da cidade, são testemunhas que poucos chegam e pedem “  Com licença,obrigado “ e quando ouço algo parecido fico surpreso tentando confiar momentaneamente numa futura esperança...
Balalaika já sem esperanças de encontrar o cara dos olhos azuis e rosto rosado ouve discretamente ajeitando os teimosos cabelos, Marcovita a incentivar dizendo ser cedo, coisa e tal. Mas o coração de Balalaika sabe que não tem como viver os desejos das pessoas e vice-versa e desejos como já dizia o Gilberto Gil... “São tantos, ah se pudéssemos!” E fico na mesa meio truncado, calado, de lado com uma caneca de chope a mão, como que um disfarce tentando meios de brotar um sorriso para as crianças,moças,homens e mulheres ,de levar um amendoim,chocolate,balas,pulseiras prá quem sabe alegrar um destes espíritos que vagam pela noite...E a vontade é virar as costas e fugir deste universo,mas seria melhor se eu amasse mais,se eu aproveitasse mais as frutas e verduras que a natureza nos proporciona diariamente,talvez eu entenderia a minha lógica e seria muito romântico...
Por fim, após insistência fui a Estação 2000 com Marcovita, Lan lan, Duzinho e a coisa do Mestre Cuca do Governador de Minas, o Babysauro...Gente boa,mas com certa arrogância em relação a sexo,pois nada que Cem Reais não resolva.Aquilo adentrou como uma faca no meu coração em angústias e mágoas,palavras erradas,compassos incertos,mas meu coração agradeceria sempre e imensamente mais e mais amor...O som rolava com o violão de Marcelo Oliveira, um carinha incrível, potencial, voz bem clara que mostra que temos tantos talentos perdidos enquanto as pessoas recordam o passado com nostalgia e ao mesmo tempo maltratam o presente. Como se quisessem sofrer pelo primeiro rapaz de sua vida, tenha sido essencial na sua cultura ou se as brigas precisassem mesmo fazer parte de seu cotidiano. É nostálgico lembrar o quanto foi chato ver Flor e seu bando de “ Gancaceiros “adentrar a boate, quando observei o abatimento de Dona Sessé, certa alegria e deboche de Flor e Bodinho para com Noel e uma nova figura que não conhecia que o batizei na hora de Carvalhinho..Um Senhor baixinho,boca murcha,quase sem cabelos ,um metro e alguns cinquenta de altura que parecia sorrir com os deboches e falas dos gancaceiros. Do quanto era feio sorrir sem aparelho e de como seu cabelo nunca ficava bom. As vergonhas que passara na frente de todo mundo se tornam na saudade as sensações mais tristes já criadas. Que filhos da puta são não? E rápido no gatilho Jiquiró abocanha um gordinho folgado que assenta no fundo da sala,entre beijos e abraços como estivessem num campeonato mundial de beijos..O que de interessante no cara era a sua camisa,aquele sim vestia bem e mostrava que era fino,mais uma vitima da turma destes furiosos gancaceiros.Lá pelas tantas me aparece em fechação total Mareth Tigrão e seu casacão que poderia ser usado em Paris no inverno e o cachecol que foi motivo de gozação... Já reclamando de tudo, acabou gostando do som acústico do rapaz e a noite tornou-se mais alcoólica ainda e a resenha rolava até o show de Barrajinha,uma figuraça num corpinho mignon entre seus metros e sessenta de altura.Quase morta Mareth reclama de tudo,quer fumar e o segurança pede com educação, tenho que tentar acabar com essa obsessão, aquelas coisas reclamantes que viram histórias no bar, o preço do cigarro, o cara gostoso que não lhe dá bola  porque ele é sempre e será seu amigo. Reclamou de tudo e de não beijar a boca de todos. E dá-lhe maldizer do presente. Reclamou outra  vez de não  poder fumar os cigarros e de dava risada com alguns deles. Que vida maldita e chata, não? Falava mal porque pode trabalhar e ter dinheiro, assim como todos nós que temos que trabalhar para sobreviver,no entanto não enchemos o saco de ninguém. Reclamou ao pagar a conta, insistindo que havia pago,nem ao menos havia chegado ao caixa e logo após o lamento de ter perdido o último ônibus, cambaleando se perde na noite após quase cair em pisar em falso no meio fio...
““ Resolvo “beber “uma água no Hi Fi e encontro “Dimara” e” Alverina “ ,nos abraçamos e enquanto conversávamos um sujeito pede cigarro, Àlverina atende o pedido,ele começa a resenhar...sai ,caminha,volta,assenta em outra mesa,bebe uma gelada,fala bobagens e tenta sair de fininho quando vemos que Zezão  na esquina tentava persuadia-lo e por  fim segura o pilantra..
Que noite louca e a madrugada antitranspirante acordando os garis para varrer as calçadas e ruas e suspiram ofegantes, observo que os garçons já dão foras nas garotas, garotos e homens bêbados de arder o peito. Noto que fiz burrice, mas alguns ainda sorriem com satisfação que com imensa alegria poderia retornar para o meu apartamento, mas não me engano porque o verdadeiro amor não tem firma reconhecida em cartório, mas a vida é mesmo única e o presente apesar de tudo é muito divertido...
SOMOS OU NÃO SOMOS IDIOTAS?
ESTREBUCHA BABY!
    ( Você desfez demais de mim. )
OHOOOOOOOOOOOOOO - BEIJO
Ushuaia Dean, SÁBADO 14 DE MAIO 2011.

domingo, 20 de maio de 2012

ESTREBUCHA BABY – PARTE 1

  FOTO ARQUIVO PESSOAL 2012
                                             
Este gosto amargo na boca da gente nos frustrando tanto?
O plano  que a gente esperava que desse certo, não aconteceu?
E por que a gente espera tanto? Porque temos a terrivel mania de fazer da nossa vida um jogo cheio de reguisitos com começo, meio e fim e se algo sai um pouco diferente daquilo que imaginávamos,  aí pinta a frustração.
Que mania a gente tem de impor objetivos! Pra tudo tem uma regra:
- Se fulano nao fizer aquilo que espero, nao falo mais com ele.
- Se eu conseguir nao sei o que, faço nao sei o que lá...
E por aí vai...tudo tem um “se”, tudo tem um porquê...tudo TEM que ter um porquê!
Ah eu cansei! Nao quero mais saber de disto não,nem caçar mais. Se acontecer isso, nao sei mais se vou fazer aquilo. Tudo vai depender do meu humor, do que eu desejo, do que o universo conspirar pra que seja feito...a gente perde tempo demais fazendo regras e nos obrigamos a segui-las. E na tentativa de dar explicações a nós mesmos, nao temos coragem de mudar de opinião, porque aquilo já foi imposto por nossos valores há muito tempo. E se formos parar pra perceber, muitas coisas ou quase todas as coisas que fazemos, nao é (só) porque queremos fazer..é simplesmente porque colocamos na nossa cabeça que aquilo era o correto, entao é aquilo que deve ser feito. Até quando no fundo, a vontade seja de fazer algo completamente diferente. Ou que nao haja vontade alguma, mas simplesmente a liberdade de podermos pensar em mil possibilidades sem nenhuma obrigação de fazer extamente o que a gente acreditou a vida inteira ser o certo. E se aquilo que a gente pensava tanto nao sair como gostaríamos por que sofrer? Se foi de outro jeito, é porque tinha que ser, temos que nos adaptar e ponto. E nao ir dormir cheios interrograções de por que aquilo nao saiu como foi planejado? Pensa em outra coisa agora..ah qual é, preguiça de pensar?
A gente planeja tudo que faríamos em tal situação e tudo que queremos que aconteça em nossas vidas e nas nossas relações. “quero uma pessoa assim, assado e que goste daquilo e daquilo outro.” E se o tal nao for assim, nem assado, nao queremos mais porque “nao foi aquilo que sonhamos pra gente”.
Só que sinto informar aos navegantes, não podemos manipular a vida o tempo inteiro.Ou melhor, quase nunca. A gente até tenta..mas aí prá provocar,  fazem tudo diferente e inexperado só pra encher o mundo de frustrados e depressivos. Vamos parar de querer que tudo aconteça como a gente quer? Vamos começar a aceitar o que a vida tem prá nos dar e viver de acordo com o que Deus quer pra gente?
Quero e vou mudar o meu rumo,isso vou e nuca esperar por alguém que não vem...
Depois desta noite,o melhor é eu não criar expectativas mesmo,cruzar terras e sinais distantes destas mesas tão frias e loucas,enquanto ficava exposto ao tempo como um trofeú em forma de corneta...Guardar  este gosto meio amargo e as  supostas lágrimas para um dia derramar no azul das águas do Rio Sena,bem longe daqui...
As pessoas são todas sempre iquais e mesquinhas....

Obrigado
Ushuaia Dean,maio 2011

sábado, 19 de maio de 2012

Marquinhos meu Querido e calmo amigo...

                                         FOTO ARQUIVO PESSOAL
                                    CHÁCARA EM 07 DE MAIO 2012
                               
 Assim como você tô a fim de namorar. Cansei de pegação. Mas o que me irrita são os tais jogos de sedução. Não basta querer namorar e encontrar uma pessoa bacana pra isso. Você tem que estar disposto a entrar numa armadilha infame onde um se exibe pro outro mostrando quem é capaz de ser mais difícil e interessante. Quem é capaz de fazer mais falta pro outro e ver quem vai ligar por último. Sendo que deveria ser o contrário.
A principal regra do jogo é jamais demonstrar o que sente. A pessoa não pode saber, em hipótese alguma, que você está a fim. Ora, se estou com a pessoa, é claro que estou a fim! Isso é óbvio. O triste é ter que fingir que não me importo com o dia de amanhã, que se acaso não o vir mais, não terá problema algum. Afinal o momento está bom demais e ninguém precisa de um segundo momento tão bom quanto ou ainda melhor.
Não ligar, jamais! Porque quem liga já deu pinta de que gosta e isso só atrapalha. Onde já se viu querer ficar com uma pessoa que demonstra que gosta de mim?! Bom mesmo é o mais difícil, aquele que não liga o que não te faz um elogio sequer e que só te chama pra sair na sexta á noite, provavelmente porque ninguém mais quis sair com ele ou porque você é o mais fácil mesmo.
Pra quê complicar o que é patético de fácil? Quem gosta tem que demonstrar o que sente sem medo do que vai ouvir depois. Até porque, devido ao comportamento idiota das pessoas atualmente, pra eu saber se alguém gosta de mim tem que me dizer. Adivinhar é complicado e viver de suposições é muito chato. E amar é muito mais gostoso.
Conheci vários namorados em potencial, mas todos moravam longe. Em estados bem distantes do meu. E naquela situação, na certeza de que não nos veríamos mais porque eu estava de passagem por suas cidades, nos entregávamos à sinceridade sem medo de ser feliz. Já aqui, no meu estado, na minha cidade, não conheço namorado em potencial e quando acho que pode ser que role, assim quem sabe e por que não, a pessoa dá uma de uó e some ao se dar conta que a partir dali a coisa fica séria. Quando digo que o ideal é dizer o que sente não me refiro a gostar apenas, mas a não gostar também. Custa tanto dizer que não tá a fim? Ninguém morre por conta de um fora.
Não sei jogar, não sei deixar rolar, só sei deixar pra lá. Paciência nunca foi meu forte. Portanto, se algum namorado em potencial, ou um mero pode ser que role assim quem sabe e por que não, achar que pode dar certo, por favor, não faça perder tempo, coisa que depois do dinheiro, é o que eu mais detesto perder. Fala logo de uma vez. Não enrola, enrosca que é melhor.
Um abraço
Uschuaia Dean

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Cegueira sobre o desejo.

 

                                       FOTO ARQUIVO PESSOAL
                                                             2012

 

Pobre Bodinho viu o cara no Orkut de um Amigo
Não o culpo, contactou o sujeito no Rio sem mesmo ter esse dom de não se fazer visível, de não ser notado no site.
O olhar restrito não o deixa mostrar-se, nem ver-se.
Coleciona sensações e, não podendo vivê-las, as guarda em cantos de papel e espaços descoloridos.

Dentro de si fica calado. E não há santo que possa tirá-lo desta paquera infernal.
Foi se abrindo falando dos pegas no Rio e do já ex Everardo...
Um velho chato como ele proferiu-se
Cara de pau, tamanha tem...
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Há um moço, mas ele não consegue deixar encará-lo.
Tristes são os olhos desse moço, incapazes de enxergar um palmo à frente dos nomes e números.
Tristes são os sentimentos desse Bodinho que, apesar da voz fina e chata se acha sincero perto dos olhos das presas fáceis e burras.
     O celular toca e era Flor, ele permaneceu meio mudo e calidamente amedrontado, acho que era porque eu estava à mesa...
Queria saber se tinha homens bonitos nesta noite de quarta no HI FI...
Mimi se diz bonito e tenta esnobar...
Movimento fraco e estou sem muito a falar...
Só ouvir e tentar escrever...
Assim passei mais uma noite fraca e fria no HI FI.
Remilton de folga, a casa não é a mesma coisa...
Quero ir embora mais cedo
Eu antes do jogo das Marias
Saímos... Deixamos Mimi à mesa com mais uma caneca de vinagre vermelho...
Uschuaia Dean – 04 de Maio 2011

terça-feira, 15 de maio de 2012

AMAR SEM FINGIR...

                                              Foto Arquivo pessoal
                                                              2012

Cada homem tem seu jeito irônico de amar.
Alguns dizem que não amam intensamente, outros dizem que sutilmente gostam.
O homem com a sua teimosia, mas sempre gostando de alguma forma.
É fato que assim como precisamos caminhar, ele também precisa amar.
Há amores para todas as pessoas, mesmo que ele diz não...
Loucuras de amor ou tímidos encontros não importam.
O que importa é que ele está ali, presente no coração das pessoas, na cabeça, no desejo de ter alguém...
Creio que gostar, é o mesmo que amar e é sinônimo de ser feliz.
Realmente ruim sofrer, mas já imaginou que sofresse por não amar ninguém?
Sofrer por alguém que se ama também é ruim, mas fortalece.
Uns gostam. E eu amo muito.
Já nasci amando pessoas.
Adquiri com o tempo outros incríveis, mas nem por isso se fazem menos importantes meus amores.

Há amizades que se misturam com amores.
Outros se confundem a nossa imaginação e aqueles que surgem através de uma paixão.
Este último é o que mais confunde nossas cabeças.

Conheço pessoas que sempre acreditam nunca amar
Mas que amam a primeira paixonite que aparece.
E quando acorda o encanto passa.
Pinta aquele sentimento de que se tinha tanta certeza ser o amor verdadeiro, e não passou de uma miragem.
Uma empolgação fútil e inútil...
Mas há também os amores verdadeiros que nascem das paqueras despretensiosas.
Esses sim, começam e terminam bem.

Porem quem garante que este é o tempo?
O importante é buscar o seu amor, seja como for.
Declaro  para quem possa crer,que vou continuarei tentando amar  com o meu particular.
Vou tentar amar, vou declarar e assinar  este amor.
Afinal, de que vale fingir não amar?

Uschuaia Dean,15 de maio 2012

segunda-feira, 7 de maio de 2012

HI FI DE LOUCAS BARATAS...




AS JANELAS DO PRÉDIO SOBRE O HI FI ACENDEM E APAGAM LUZES ALEATORIAMENTE, FAZENDO
COM QUE AS PESSOAS QUE ALI MORAM SE TORNEM PREVISÍVEIS COM O PASSAR DO TEMPO, DEIXANDO-NOS DISTINGUIR ATÉ MESMO OS CÔMODOS DOS APARTAMENTOS. EM ALGUNS DELES, ELAS BRILHAM EM AZUL, DEPOIS EM BRANCO, SINAL DE TELEVISÃO SINTONIZADA NA GLOBO, ONDE A SUJEIRA DO MUNDO SE MOSTRA COM ELEGÂNCIA,ENQUANTO A SUJEIRA DOS PRÉDIOS NEM APARECE COM O ESCURO.
JÁ PERDI ALGUMAS HORAS OLHANDO AS LUZES DE NÉON DESSA CIDADE. OS CARROS PASSAM TÃO DEVAGAR QUE AS CALÇADAS ARRASTAM-SE COM ELES. A CHUVA NÃO VEM, À SEXTA ESTÁ LINDA, ALGUMAS ESTRELAS INSISTEM EM SE EXIBIR. O CLIMA ESTÁ FRIO, DE MANEIRA RAZOÁVEL, PERMITINDO QUE SE USE UMA CAMISETA DE MANGAS COMPRIDAS, MAS NÃO UM CASACO PESADO.
OLHARES SE CRUZAM, E COMO RAIO HELIODORA PASSA PERTO DE NOSSA MESA. MARETH NÃO CONTEVE E FOI TROCAR FIGURINHAS COM ELA E COM UM SENHOR, DE ÓCULOS E BIGODE, CARECA QUE NOTA-SE SER AMIGO DE LONGA DATA...
NOSSA MESA CHEIA DE COPOS, LATAS, GARRAFAS E CANECAS ALGUNS DESENCONTROS DE LAN LAN E DUDU..OBSERVO O GIGANTE,UM CARA  ALTO,DISCRETO,MAS MUITO VISTOSO.NÃO É BONITO,MESMO  ASSIM  MEXE COM MEUS NEURÔNIOS...POR VEZES  SINTO QUE ELE ME OLHA,MAS MARETH DESMANCHA PRAZER,DESCONFIA E DÁ PINTA DE QUE EU QUERO ALGO COM O CARA.O CARA NÃO É BOBO,PERCEBE E FICA NA DELE.NÃO ME OLHA MAIS E RESOLVO DEIXAR QUE MEUS OLHOS DÊ UM CLOSE EM FLOR E NA CAMBADA AMIGA...LÁ DO OUTRO BAR NOTO QUE HELIODORA,TINHOSA COMO É OBSERVA AS PERIPÉCIAS DE FLOR E DAQUELE BANDO DE BARATAS,BARATAS  POR TODOS OS LADOS,DEVORANDO OS GATOS COM OLHARES FELINOS,VOANDO PELAS ROUPAS E PRATOS DAS MESAS...BARATAS BORBULHANDO AOS  MONTES,USANDO SEUS BLUSÕES DE FRIO E SAPATOS AGUDOS,GIRANDO DE MESA EM MESA COMO QUE ASSINANDO  SENTENÇA DE MORTE OU DE VENDA..SÃO MAIORES DO QUE OUVI NOS BOATOS E A CIDADE APAVORA COM OS FATOS E COMPROVA QUE ESSAS BARATAS JÁ NÃO SÃO DE BUEIROS, MAS URBANAS E NOTURNAS...
OS POSTES MARCAM AS RUAS COMO FOGO DE GÁS MARCAM AS PANELAS, CONTORNANDO-AS E DEIXANDO VER SEU COMEÇO E FIM DE LONGA DISTÂNCIA.
OS CARROS JÁ PASSAM MAIS DEPRESSA, POIS PASSAM DAS 22H E OS SEMÁFOROS CINTILAM LUZES VERDES, QUE PISCAM DE UM EM UM SEGUNDO, INFORMANDO QUE A PASSAGEM É LIVRE.
JÁ É HABITUAL OBSERVAR O HI FI COM UM AR DIFERENTE, MUDANDO AS PALAVRAS PARA QUE ELE PAREÇA TER MAIS VIDA PARA OS OUTROS, ENQUANTO PARA MIM SEMPRE SERÁ MEU QUINTAL PREFERIDO ONDE PODERIA TER NASCIDO E CRESCIDO.
EU SEMPRE REZEI, MAS HOJE EU NÃO QUERO ESTAR DE JOELHOS, ESQUECER O GIGANTE QUE SEMPRE DÁ AS CARAS POR LÁ, MAS NUNCA ME DÁ ALEGRIA DE UM SORRISO, PRECISO E SE ROLAR UM DIA, QUEM SABE DEIXAREI A TIMIDEZ.
E BARATA QUE SOU, POIS PRECISO CAMINHAR E MUITO PELOS CANTOS DESTE LUGAR QUE GOSTO TANTO...
                Ushuaia Dean 28 DE MAIO 2011 – 00H42.

domingo, 6 de maio de 2012

OURO DE TOLO


                                      Foto Arquivo pessoal 2012
                      
De leve o bar vai enchendo, caras e rostos na multidão tentam chamar a atenção, enquanto observo que Flor chega com uma malha colada ao “corpitcho”, a mesma calça jeans e com um surrado tênis preto em detalhes branco. Encosta num carro estacionado em frente ao bar acende um cigarro e fica de papo com um cara bem pequeno, um pouco gordinho, cara de sério, discreto entre fartos olhares...
Desta vez na mão esquerda uma aliança amarela reluz na sombra da luz e Flor, menina sem objetivo a pensar se Donana apareceria... A joia poderia ser ouro, mas pelo jeito é coisa falsa,para tolos e desavisados...Fala mansamente, entre uma bicada na cerveja, quer se mostrar Cult sentindo-se bem a vontade ao celular e nas meias palavras parece querer o silêncio...
Parece que o mundo dela é mesmo só cor-de-rosa, os mesmos olhares e acena a outros gancaceiros que aproximam. Até parece que bate um sentimento de exclusão, ou de solidão, mas é o preço que o marginal paga, pois não preocupa ,tem a certeza de que atrai a admiração de outras vitimas  no melhor sentido das palavras...
Chega numa calça boca de sino, sapatos pretos, camisa preta com finas listas brancas na horizontal e uma vistosa jaqueta vermelha bem a cor de batom de puta de cabaré... Senti que está melhor, abraçou Flor, deu um selinho, depois um beijo e a mesma rotina de encarar e ver a galera... E algum instante Donana veio a nossa mesa e nos cumprimentou... Murmurou alguma coisa no meu ouvido, fez menção em abraçar-me e mascando chicletes feito uma vaca ,exibia um relógio todo negro,quadrado bem estilo fashion,mais para ala jovem...Deu um oi ao Marcole,ao Bin Laden do Tirol,a louca da Lazinha que mal acenou com a cabeça e afastou-se para junto da Flor do mal...Não sabe ela,nem os clãs do velhos o que imagino naquele momento de vontade poder escarrar na cara de Donana e Flor toda a hipocrisia e melodramas descritos nas noites  “ Haifainas”...
Resolvemos retornar aos nossos lares e as 22h57 eu já contornava a Praça Raul Soares, sentido Amazonas  aonde tomei meu busão e cantarolando cheguei em casa,de volta para o PC onde  tento reproduzir em cores claras as caras e bocas deste tolo que se acha vestir de ouro...
Ushuaia Dean, domingo, 01h44min 15 de maio 2011.