domingo, 29 de abril de 2012

BOM DIA MEU AMIGO PASSARINHO...

                                      Foto arquivo peossoal 2012


Que talento para perseguição o Senhor tem. Bem no contraponto quando mais se foge delas,aparecem simplesmente aparecem,fazem uma confusão da espera, do olhar, do desejo, da vontade de sugá-lo ao extremo.
Quem governa quem?Flor ou HERMES?, O advogado maluco ou até mesmo o Senhor?
Flor vem como se fosse bem-vinda, e fica de cara fechada, afinal perdeu a brecha ( $ ) ( sic ) e com isto perde espaço..Tem que apelar as Hermes da vida e silvas,falsas que nem a camisa do Brasil  “made in Paraguai”.
Ficas sem saber, o que falar e ficas em pensamentos repetitivos, impondo a sua presença indócil, encurtando o tempo que ela tem.
E tudo vai ficando imperdoável.
Confronta tudo o que já conseguiu entender.
O faz duvidar de que acreditas nela ainda...

O advogado é incerto.
Desmedido.
Insolúvel.
Nem feio, nem bonito.
Mistura todos os seus "não sei por que",e deixa a faxina para você fazer.
Ele simplesmente desaparece, se vai, mas não leva tudo, deixa a dúvida, deixa as horas, deixa tudo com cara de "impossível".E depois reclama da sorte..Coitada!

Ah Pinguim Ushuaia, fico impróprio, reduzido, sem fé diante da insanidade destas Flores de jardins mornos e folhas secas, porque parte de mim é grandeza a outra afronta.
Parte de mim é certeza a outra deveria ser.
Parte de mim é mansidão a outra angústia.
Parte de mim é silêncio a outra também.
Ela é assim, essa parte "invasiva" de mim.
Assim como tu doutor...
Mimi andou entornando vinagre,esteve mal e ontem nem trabalhou,disse ter ficado estirada na cama, solitária lá no Tirol...
Bom, neste final de semana vou cantar noutra freguesia, ou seja, em SÃO PAULO...
Mimo precisa fazer compras para Escola  e como não conhece a terra da garoa me convidou a acompanhá-la com todas as despesas por conta da Escola. Hesitei-me a principio, mas aceitei, pois ele me convenceu e depois nada mal dá o ar da graça em Sampa antes de Paris.
Ah!!!Como são as coisas. Teclo com um Alemão de Sampa e com a possibilidade de ir, o avisei por e-mail... Ele me responde meio sem jeito que não daria par nos conhecer, pois está em viagem até 30 de outubro... Até ai tudo bem.Acredita que o dando está em Paris..Fiquei de cara e falei que iria dia 18 ,ficamos de nos falar e tentar nos encontrar pois ele é casado e não, sei se está com família ou namorado,é mole?
Se antes Sampa era longe, hoje Paris é perto demais e como sou bobo imaginei que os deuses do sexo ou o cupido está a  nosso favor..Embora não tenha esperança nenhuma,na verdade lá quero é um FRANCÊS..KKKKKKKKK
Loucura, loucura, como diz o Luciano Hulk...
Darei noticias. Iremos à manhã cedo e já almoçaremos lá...
Aquele abraço e cuide-se destas asas negras que só servem para fazer sopa de mágica em filmes de magia negra..
Ahhauhauhahahuha
Então,bom dia passarinho!

- FUI A PARIS E ACOBOU QUEM NÃO ROLOU NADA.NEM SINLA DO CARA,DEPOIS COM TANTO A SE FAZER EM APRIS,EU ESQUENTA COM ALEMÃO...
Uschuaia Dean,novembro 2011

quinta-feira, 26 de abril de 2012

GEMEOS

                                                FOTO CELULAR 2012
                                       
GEMEOS

Nada tenho de bonito, hoje é um dia enraivecido.
Não quero ser otimista, nem vou chorar meus mortos,
Não ter esperança, nem ter que acreditar para sobreviver,
Nem ter que explicar nada para ninguém, nem sorrir.
Não quero nenhum conselho, nem versos de autoajuda (alias nessas horas acinzentadas, são os piores).
Otimismo e caos não combinam...
Levo uma fúria nas veias,
Vontade de gritar qualquer bobagem contra as convenções, regras, chatices, e ser sem medo, sem culpa,sem o "bendito" limite para tudo.
Nada de brandura em dias como estes.
Não oferto calma, nem paciência tem de sobra arranhões, doendo...
Também sou feito deles.
Hoje tudo é impreciso e misturado, vago e amorfo.
Hoje me deixem ser lento e inesperado
Preciso do opaco, do avesso, da contradição, da sombra.
Meus quereres são “noturnos",na umidade dos pensamentos mais impróprios,mais proibidos,nus quando bate a luz.
Seria a vingança perfeita, fazer tropeçar os irretocáveis.
Nada de cores claras, irritantes, rostos angelicais afrontando meu direito de ser asfixiante.
Hoje tenho um vácuo inexplicável e desejado, uma solidão consentida.
Um veneno na boca. Uma dose de maldade refinada, áspera,
Cortando em pedacinhos tudo que é delicado.
Apropriado. Convencional.
Dispenso olhares perfuradores de comparação,
Elogios abandonados na hora vazia de conversas tolas e ocas,hipocrisias,implacáveis dissolvem minha inteligência.
Que se calem...
Hoje há um vácuo inexplicável e desejado, uma solidão consentida.
Um dia de nãos. Um veneno na boca.
E meu olho direito a me sacanear...
Meu abraço e a noite vai ser pequena, pois hoje vou vestir a carcaça da putaria e sair por ai.
TÔ indo...
USCHUAIA.DEZEMBRO 2011

NOSSA!

                                                 FOTO CELULAR
                                      PRAÇA DA LIBERDADE 2011
                                 

Fui deitar meio confuso com o texto que no fundo eu mesmo quase nem entendia, mas gostei também, embora quem fosse eu para lembrar-se de Patativa naquela hora...
Foram apenas observações à pessoa digna de dó, mas que no fundo tem sentimentos...
E quando ela pensa em tudo o que já passou, só consegue enxergar o momento agora.
Onde estava. Sentiu-se abençoada.
Feliz por ser forte, persistente e, principalmente, capaz de deixar para trás o que não faz mais sentido, como não saber o sentido da vida que é ser alfabetizado.
Tele que passou por todas as dores. Perdas. Decepções e frustrações. Sim, hoje, mais do que ontem, ele só consegue ver o amor como ganhos e quer que os aprendizados o veja com as luzes e as cores inocentes.
 Sente-se feliz sem motivo. E quanto mais feliz é, mais bênção recebe da vida. E todos os dias agradece pela oportunidade de ter se transformado numa pessoa boa e idônea.
E pela chance de transformar sua vida, olha à sua volta e percebe que pode aprender o melhor com as companhias boas... E agradece mais uma vez pela capacidade de receber e doar. Pela esperança. Pelo amor. Pela amizade.
Pelos conhecimentos. Pela família. E pelo entendimento que a faz perceber maravilhas em cada segundo da vida...
É feliz. Mais que ontem e com certeza, menos que amanhã, a sua maneira, mas é.
Bom, pelo jeito teu Natal foi bacana, sempre com a família, pessoas queridas e a netinha aprontando..Essa menina deve ser elétrica,se colocar as mãos no teclado queima com toda certeza...legal..
Estou a mercê de pensamentos e de alguma forma descobrir  uma saída em meio a tantas palavras de força e carinho,esperanças e desejos de pessoas amigas.Ainda bem que é segunda e vou para agencia tentar de alguma forma algum dim dim tão desejado para me recompor...
Ah!!Se eu vivesse em Paris, morando num quartinho e preso num restaurante qualquer lavando pratos, poderia surgir mais um milagre.
AH!!E não é que não ando bem..Três dias com a mesma pasta de lado,revirando-a e nada de achar  a maquina, como num passe de mágica,mexe sem pretensão ao fone com Inara, contando sobre a perda,ela embasbacada e de repente aparece como um sapo a pular em minhas mãos..Estou até agora incrédulo..meu eu,precisa de mais um milagre que me salve destes problemas que me atormentam
Tenha ótimo dia e muitas brincadeiras com a menina elétrica...
Hum... Os desenhos são fundos de um painel no Palácio das Artes ontem a minha andança dominical...
Hoje em vez de Mareth e vinagrete, quero ir a Praça da Liberdade ver ainda as luzes de natal e quem  sabe li acontecer um milagre que espero,pois os 250 mil de ontem do Minas Cap. foi frustrante..Comecei acertando cinco bolinhas seguidas e depois desandou e acertei menos que 12 bolas.Precisava de vinte ..kkkkk.
Deixa-me correr na cozinha, estou assando um pedacinhos frango, estão cheirando a queimado..e zarpar para a agencia...
Abraços

Uschuaia Dean,Dezembro 2011

AS COISAS ACONTECEM...


                                       FOTO ARQUIVO PESSOAL
                                                 AV.BIAS FORTES
                                           

             Nem preciso de imaginação, as coisas acontecem.

Sempre achei que esperar amigos e colegas na mesa de bar tinha de ter coisas mais interessantes que meninas ao celular resmungando ou pessoas vendendo coisas nos tirando do sério.
Estou ali para velhas fofocas. Bater papo e beber aquela geladinha. Pois eu bebo, quem toma são elas...
Um esbarrão a mesa e num supetão.
– Ai, tô atrasada. Também, tá uma confusão lá na Barreiro, tão instalando o trem, sabe? – ela parou em frente à mesa, desculpando-se, esbaforida. Cabelos oleosos, rosto e sombrinha judiados, trajes simples. O aparelho nos dentes era o único indicio de que ela cuidava de si. Mais tarde vi que a pista era falsa.
– Que horas são?
Estávamos sós. Fiz que não tinha relógio.
– Umas sete e cinco, sete e dez – respondi.
– E que horas são?
– Agora, seis. Respondeu!
Ela sentou-se.
– Então entro no trabalho às seis e meia.
Ainda bem.
Vai beber?Escritor!
– Sim, só uma.
– Eu estou a mais três anos sem beber. Enquanto observava o homem feio que entrava no bar.
Fui assaltada, sabe escritor? Me deram uma coronhada na boca, afrouxou tudo aqui na frente. Tive que fazer tratamento de canal e colocar aparelho. Mais três anos…
– É, é brabo. Quer dizer que estão instalando o trem do Metrô lá no Barreiro, é? – O curioso aqui já queria informação.
– Sim, tão levando o trem do metrô pra lá. Tá indo ligeiro a obra, sabe? Eu que perdi meu sítio.
– Perdeu, é? Você tinha um sítio lá no Barreiro?
– Sim, e criava égua, cavalo, porco e galinha. Daí tive que vender pró trem passar lá. Agora, tô morando num apartamento pequeno da RMV, sabe? Financiado pela Caixa. Esse mês a luz deu 12 reais só, acredita? É pra baixa renda. E isso que eu tenho geladeira, televisão, carrega celular, tenho freezer.Microondas onde seco os meus gatinhos brancos.
– Barato mesmo, 12 reais de luz é barato mesmo.
– É, mas eu sinto falta do meu sitiozinho. Eu sabia até caçar! Caçava ratão do banhado. Com um tipo de ratoeira. E é muito bom! Mais limpo que galinha, sabia? Eles não comem porcarias, só comem. Só comem. ai, sabe? Comem coisa limpa.
Concordei claro. Mas acho que deu pra disfarçar minha falta de intimidade, digamos assim, com o assunto.
– Eu não gosto de rato também. Tinha nojo daqueles ratões pretos, gordos. Mas depois que você tira a pele, aparece à carne bem branquinha. Muito bom. Fiz um banquete deles num casamento de dois gays lá em Betim.
Não sou tão fácil de ser convencido, moça.
– O pessoal de lá adora. Tem pra vender de tudo lá no Barreiro. No “ Shoppis “! Eu caçava eles, pequenos, botava numa gaiola, daí engordava e depois comia. Muito bom. Terê te dizendo. E Pipi e Papá não deixa mentir... Quer ligar a eles?Toma o celular fala com eles. São meus meigos gays.Sabe não tenho preconceitos,melhor ser gay que ser bandido.
Mas eu não estava duvidando. Por Deus que não.
A pessoa que eu esperava chegou, interrompendo a minha imersão na culinária urbana. Cumprimentou-me e pediu-me para assentar. Quase ignorou a presença da moça. Só entendi o descrédito depois.
– Que histórias têm essa sua amiga – comentou, quando ela saiu para o banheiro.
De novo aqui no bar.Noites destas encheu o saco com este lero lero.
– Ainda não descobri o nível de loucura ou de sanidade dela.
Lamentei que aquilo tudo não fosse verdade.
– A mãe dela, uma senhora distinta de Contagem, aparece muito aqui e só pede pizza. Acho que é doida essa moça. Ela me contou que faz ponto próximo ao Jornal O Tempo e como não aguenta sem sexo todo dia, vai visitar o marido na cadeia pra transar com ele.
Àquela altura, ele já ouvia de boca aberta. Bem que podia ser por causa de todo aquele enredo, mas era só em obediência a minha amizade. Bebíamos cerveja e ouvia pacientemente aquela figura destemida.
–Disse que não entendia a polícia. Prenderam-na porque roubou um pacotinho de amendoim, mas quando matou o primeiro marido não fizeram nada.
Eu gemi pra dizer-lhe que eu a ouvia.
– Quer saber mais?
Resmunguei de novo.
– Ela estava sentada aí onde você esta. De repente, baixou as calças até esta altura aqui.
Tocou no meu joelho.
– Olha como tô magra, escritor, ela insinuou. Eu olhei pros olhos e perguntei onde estava o marido dela.
Meu amigo arregalou o olho para mim, descrente.
Era um misto de surpresa e de admiração pelo meu bom senso. Ela sorria orgulhosa de suas histórias.
Foi embora.
Fiquei com a certeza de que inspiração é uma desculpa de quem não vai a bares.
Escritores que cuidam dos ouvidos não precisam de tanta imaginação assim.

USCHUAIA DEAN - Quarta feira, 23 de novembro 2011

FUTILIDADES DE SÁBADO A NOITE

                                    Foto;Arquivo Pessoal 2011
                                     

Eu já estava preocupado com as palavras da louca Lalá sobre esse assunto de Futilidades do Ser Humano, dando enfoque na futilidade de uma pessoa se relacionar com outra somente se esta for bonita, ou seja, tendo total preconceito em relação à aparência externa.
No momento, dei outro enfoque em outro tipo de futilidade, porque também me decepciona tal atitude.
Iniciando da mesma forma: Será que a condição financeira de uma pessoa é tão importante a ponto de decidir um relacionamento amoroso? Para muitas pessoas, a resposta é sim. E, infelizmente, fico decepcionado com esse tipo de atitude, aliás, tenho dificuldade até de discutir sobre isso. Não quero particularizar esse tipo de futilidade a relacionamentos amorosos porque isso existe em todos os ambientes sociais. E, vale para as duas partes, ou seja, existe o preconceito da pessoa que possui condições financeiras em relação a que não possui, e também o contrário. Se você está na posição de “melhor financeiramente” e falar que possui isso ou aquilo, ou que foi a tal lugar, a outra pessoa se sente ofendida e pode vir a dizer alguma bobagem como: “gente rica é outra coisa”, “não fala mais com pobre”, ou sei lá o que (odeio essas frases). E se for o contrário, pode ser que a pessoa diga algumas bobagens, não sei ao certo se é com o intuito de ofender, tais como: “mora mal pra caramba”, “odeio gente pobre”, ou algumas perguntas que pode te deixar ofendido.
Havia um Senhor Grisalho com um mais jovem e Lazinha vem com aquela, tá vendo, só rola grana...
A noite estava agradável, apesar de tudo. Marquinhos aceita tudo que fala e Duzão esteve impaciente com os papos, afinal nesta noite as moiçolas querem é gosar e foda-se se tem ou não grana. Pintou química e vamos lá.
Senhor Si, estava impaciente, como barata tonta parecia preocupada com a ausência de Flor e da turma do funil. Nem a Bibi apareceu. Ela e Duzão não se bicam e quase nem se falam. E fica o mistério, onde estaria Flor nesta noite de sábado? Imagino que atrás de alguma camisa nova...
Mais uma vez escrevo... Estatisticamente comprovado, para a grande maioria, isso é um ponto decisivo na escolha de um futuro relacionamento, apesar de ser difícil para mim, compreender tal coisa, ou seja, quantas vezes você já viu duas pessoas se relacionarem com padrões sociais completamente distintos? Sejamos realistas, isso é um caso raro. Além de a pessoa ser bonita também deve ter condições financeiras para nos relacionarmos?
Bom... Não consigo concordar.
Caiu uma chuvinha Mandrake, mas que ajudou a refrescar. Aparecia uma ou outra criatura, mas o certo é que estava vazio o Quintal e sem graça essa noite de sábado de Rock in Rio lá para os lados da antiga Guanabara, o Roberto Carlos no Mineirinho, e o carcará sozinho e amuado. Acho que o relacionamento já foi pró-espaço e tem mesmo é que se fuder sozinho...
As meninas torcedoras do time azul, com sorrisos amarelos, notam-se que estão morrendo de medo de mais uma derrota neste domingo para o Machão da Gama, e claro que torcida pró vascão não faltará... Vascôôôôôô!!!!!!!
Pois é, mais um sábado e logo mais vamos à feira, ver se a Flor e a BIBI aprecem por lá. Logo cairá nos meus ouvidos o destino delas neste sábado à noite.
E de cansaço acabo por aqui. O mesmo barulho do teclado e dos carros na rua. Um ventinho faceiro me vem da janela da sala em forma de canção, enquanto ouço uma música do falecido Antonio Marcos, quero deitar para acordar com o canto  da sabiá abandonada ou do bem-te-vi amigo de peito amarelo...

Uschuaia Dean, 25 de Setembro 2011. 01h22

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Primeiro de Janeiro 2012.

                                           Foto Arquivo pessoal 2011

Como cai a noivinha do céu nesta noite de domingo... parece que o ano seguirá chovendo e  com elas e com este novo ano espero que  me tragam a sabedoria que tanto busco.
Quero a melhoria dos meus sentimentos, pensamentos e ações em relação aos outros.
A paz de espírito da maturidade em plena comunhão com a eterna juventude cada vez mais viva e com o passar dos anos, ainda mais interessante.
Espero que este ano me proporcione a serenidade necessária para todos os momentos adversos.
A facilidade para conseguir enxergar com clareza o outro lado de uma situação.
O desprendimento necessário para deixar ir o que já não me serve mais.
A alegria pura e simples.
O verdadeiro amor.
O jogo de cintura para lidar com as diferenças.
O equilíbrio entre razão e emoção.
O bom senso para saber quando chegar e quando partir; quando falar e quando calar.
A paciência.
E se não tiver o tempo para minhas metamorfoses, então que ele me tenha, e que eu jamais perca a ânsia de aprender que a vida constantemente exala novos aromas, não o simples viver onde muitos se prendem.
Desejo então mais que passar pela vida...
Preciso consumi-la a cada instante.
Ser aprendiz enquanto eterna errante e assim um dia poder sorrir suave com a alma e poder dizer – de minha própria experiência –
Sim, valeu à pena!
Assim como esses padres redentoristas que são apenas evangelizadores e especialistas em festas de padroeiros e barraquinhas aproveitando do comercio queria deixar alguma coisa, mesmo sem obra de caridade, mesmo sem receber algum perdão, quem sabe assim consigo ter alguma grana no bolso já que caridade fazemos tanto para com nossos familiares e chegados... É o que realmente preciso agora.
Pelo jeito você vai transforma-se em algum robô um dia, pois cada dia algo diferente em teu corpo... Meu Deus, somar idade só nos causa prejuízo...
Vamos ver se nos vemos sim, pois Mimi que me ver amanhã, só que prometi prá mim dá um tempo mesmo de Bar da Praça, Hi Fi,Casão...Não posso gastar mais nem com um guaraná...
Bom, iniciei um trabalho  poético infantil que sinceramente estou gostando...poesias,poemas livres sem pretensões que me agrada muito...Um dia lhe mostro,vou guardá-la para um futuro próximo,além dos desenhos que eu tenho escolhido para ilustra-las.
Bom é isto aí e dormir com chuva me faz bem,durmo melhor ainda...

Aquele afeto e meu abraço

Uschuaia Dean

 

domingo, 22 de abril de 2012

DILENE, MAS BEBEL PRÓ RAFAEL...

                                 FOTO ARQUIVO PESSOAL 2001

 Quando chego ao Quintal parece que tem um misto de alegrias e excitação nos olhares alheios e também do pessoal lá trabalhando defendendo o seu pão de cada dia...Sinto que me respeitam,sem distinção de minha cor,ou de meus ainda bonitos cabelos lisos..Sinto que alguns voam em respiração,outros parecem me imaginar em histórias de quadrinhos ou enquanto o sono não vêm,imaginam que eu esteja em seus braços sendo possuído com força ou também possuindo com tara e depois caindo de prazer no lado da cama ouvindo ao longe aquela antiga música de saudade. Corações batem descompassados e estou tão romântico quanto uma torneira aberta ao escovar os dentes pela manhã fria. É tão grande o silêncio ao qual estou submetido que sou capaz de ouvir os estampidos das tampinhas que freneticamente caem pelo chão do Quintal e no copo de água em que joguei uma pastilha de Vitamina C, pois tomei uma forte chuva e não quero ficar gripado. Todo início de ano é assim. As pessoas esperam mudanças e continuam fazendo as mesmas coisas. O mundo parece fora de ordem. Não entendo mais aqueles carcarás, mas não me sinto velho o suficiente para recriminá-los. Os tempos são outros, mas Flor, Thiagona, Bibi e uma galera não mudam. - Tenho uma medalhinha japonesa pendurado no meu pescoço no lugar de um crucifixo que ganhei da minha irmã já falecida. Dizia ela, um pouco mais calma para nós noutra mesa... - Vai sua bicha feia encher o saco de outro. Rafael é homem, luta caratê e se estivesse aqui te enchia de porrada... - Toma no seu cú bicha feia... Faz menção em chutar a bundona de Thiagona que fica azarando a coitada daquela mulher de boca murcha, quase sem dentes que fala torto parecendo palitar um buraco na boca o tempo inteiro e é reconhecida por todos ali na região da Praça Raul Soares... Faz pose tiramos fotos e começo a filma-la...Fiz algumas cenas que é muito engraçado e me fortalece a ideia de que todo mundo é carente e necessitam de afeto e carinho... MARCOS, um amigo do Marquinhos com muito jogo de cintura acalma aquela criatura quase que insana, mas prá lá escolada e antenada. Bebel trajando um casaco cor de creme apertado com um laço enorme e solto puxava toda hora sem cessar. Botões frouxos, usando uma calça daquela de mocinha bem colada, bem colorida de florzinha feito primavera, num sapatinho de plástico que muito lembraria a Emilia do Sitio do Pica Pau Amarelo as avessas....E as vezes apareci algo que poderia ser também um bustiê. - Cala boca seu jacu me deixa falar... Repetia toda hora... Queria ser o centro das atenções. Rafael é de São Paulo, torce pelos Santos do gostoso do Neymar... E fala que gosta de Luan Santana e Fuik. Passa um rapaz cabeludo, alto e ela se esbalda. Fica toda toda,mexe com ele que continua a caminhar. - Isto que é homem, coisa linda... E solta gargalhadas ingênuas e pura raridade no olhar. Marcos e Marquinhos, Eu e Rogerinho caímos na risada o tempo todo. Como a noite esteve divertida... Do lado de lá Flor e Thiagona continuava a encher o saco da mulher que se diz vender calcinha e sutiã que pega no Shopping Tupinambás e vende lá no Santa Inês onde mora sozinha numa barracão que ganhou de um político... Uma bolsa colorida em listas vermelhas, brancas e pretas parecia cheia de algum apetrecho que ela não deixou que nós víssemos,estaríamos invadindo sua privacidade. Na outra mão, bem em cima no antebraço, segurava uma sacola incolor parecia ter pães velhos e alguma coisa que seria a refeição daquela criatura que se diz Evangélica, mas manda o povo tomar no cú, as mulheres na buceta, mostra levantando a roupa e não havia quem no Quintal que não sorria. - E toda vez que oro para ele, incluo uma nova questão. “Por favor, senhor me dê uma luz no meio dessa confusão. Por onde devo ir?” E ouço apenas uma voz interna me dizendo: “Tenha calma. Mantenha sua postura, mantenha seu território, não é hora de confrontos e nem de movimentos bruscos. As pessoas estão tão distraídas que nem vão notar se você for comprar um guaraná e nunca mais voltar”. Diz ela em tom de orgulho em relação ao Rafael que trabalha em Betim, mora em Contagem e se Deus quiser vamos casar. Rafael segundo ela tem só 21 anos. Bebo mais um gole de cerveja e quase mijo na calça de tanto rir, os caras continuam a zua-la,que pega caixa de papelão e papéis e joga neles Levanto vou ao banheiro, me olho no espelho e vejo as olheiras que me incomodam e meu rosto marcado. Estou mais magro, meu olhos tem uma luz diferente, não me sinto deprimido embora conviva com uma angustia latente e constante antes de assentar naquela mesa com os meninos. Contudo, agora sou mais capaz de administrar minhas crises internas e tiro sarro de meus fantasmas e de minhas hipocrisias. É isso que eles chamam de amadurecimento? Minhas ambições são pequenas. Quero apenas pagar minhas dividas, escrever alguma coisa, estar com meus amigos nos finais de semana e continuar na luta e quem sabe ir embora deste País... Se eu conseguir o visto americano, jurei que darei um tempo disto aqui.,deixando bibas,assanhaços,carcarás,ratos,amigos,cachorros e uma porção de filhos da puta com saudade,pois sei que passarei como nuvem deixando um vazio naquele Quintal. Quero que meus amigos saibam o quanto os amo e quero aprender a lidar com as mudanças que estão batendo em minha porta. Paciência nunca é o forte de um ansioso, mas é preciso desenvolvê-la. Essa quantidade de informação que consumo como se fosse cocaína, me faz tão mal quanto a própria droga. Os transtornos no meu sistema nervoso central são equilibrados por algumas besteiras que escrevo ou digo que estabilizam meu mau humor, minhas intermitências e eventualmente preciso de uma receita azul para evitar o descontrole. Isso não é uma informação relevante – diria o Elói que se acha que tudo se resolve com remédios, preocupado com o que possam dizer a respeito de uma dependência química crônica que alguém desenvolveu com anos de consumo de medicamentos produzidos por laboratórios que lucram com as novas doenças do século XXI. E Dilene nos divertindo em poses e caras, sempre afirmando que não é vagabunda e que a Rosa que trabalha no Hi Fi é cornada e também bota chifre no coitado do marido...E ela conhece o ex dono do bar,a mulher dele que trabalha durante o dia e todos ali...Já vendeu Avon e só usa perfumes de marcas sabendo até citar as cores das pedras do anel que usava no polegar da mão esquerda... Seria melhor falar das conquista nas igrejas, onde os pastores roubam menos a igreja dela, dos lucros, dos números, todavia, quem se importa comigo agora, dizia ela em frenesi diário, acreditar nesta beleza aqui? Como estrategista, preciso estar atento aos movimentos, mas estes movimentos que tenho acompanhado estão tão distantes do que sonhei por um mundo melhor quando era mais jovem. Não cometerei o erro básico de condenar a quantidade de inutilidades que estão sendo catalisadas e consequentemente potencializadas por Flor e as meninas de férias com o celular a disposição vinte e quatro horas por dia. Acompanhá-los em suas odisseias de dedicação por senhores desprevenidos e devoção aquele homens que os ostentam como troféu, chega me dar um embrulho no estômago. Mas quem sou eu para julgá-los? Não posso utilizar minha experiência e meus conhecimentos para crer que tenho o direito de dizer que estão errados. É o mundo deles. Não faço parte do mundo deles, mesmo que às vezes tivesse o interesse de fazer, nem que fosse para entender a motivação naquela mesa tão cheia de coisa ruim. Tenho pensado muito sobre o como manter minha disciplina e fazer com que minha saúde mental e física suporte tantas atividades com as quais preciso me envolver para não enlouquecer. E ao olhar para o lado, do que tenho que reclamar? De nada. Meu pau funciona direito, sei pintar telas e camisetas, tenho capacidades artísticas que pode me render dinheiro por mais duvidosas que possam ser julgadas, pessoas que me seguem, me leem, me admiram, me respeitam. Tenho meus inimigos, que apesar de tudo já entenderam quais são os meus objetivos, e inimigos que se respeitam podem continuar inimigos leais. Tenho até uma divida particular que me persegue há quase três anos e vive em minha vida paralela.Nesse momento onde a estética regente não serve a mim nem para ser criticada, me cabe umas férias, mas quem disse que consigo me desligar? Sou um viajante. Um homem que precisa estar em constante movimento. Uma cabeça que não consegue ficar estagnada num só pensamento e me alimento da liberdade que lutei para conquistar. Tem muitos fatores que precisarei editar nesse texto para poupar pessoas que amo e tenho carinho e respeito. Mas o mundo não acabará em 2012. Tem médico exibindo um mar de futilidades solitário. Tem enchentes que se repetem todos os anos e deixam a morte de cabelo em pé para dar conta de tanta alma. Tem centenas de bandeiras políticas importantes das quais poderia me vestir para andar nu ao relento do desinteresse coletivo, mas por incrível que pareça, também tem muita gente que me para no bar para falar sobre sua admiração por minhas opiniões e algumas de minhas ações que de alguma forma provam que leiam essas besteiras que escrevo. Sou ex-refém de um amor que acabou há quase três anos, mas que pelo visto deixou uma marca nessa história louca com a qual me envolvi e tem um show de suposições alheias que marcou aqueles que me conhecem. Boas perspectivas me aguardam para o resto do ano, mas ainda fico puto quando confiro meu saldo bancário na hora que acordo e vejo como as coisas caminharam para um universo tão vazio e negativo, sem uma saída, já que na agência não dá mais e não tenho futuro. Os piadistas se multiplicaram na velocidade de pestes que disseminaram civilizações antigas. Todos muito irônicos e engraçados, com suas tiradas sensacionais e que me dão vontade de enfiar o dedo na garganta. Sou o oposto do que eles querem ser e logo, muitas vezes alvo de alguns desavisados. Mas não tenho mais motivação para responder. Satisfaço-me apenas em ignorar. -Não enche o saco, pois o Rafael é homem, não é bicha repetia aquela mulher de 1.50 e alguma coisa de altura, que balançava feito bananeira em noites de ventanias a beira da estrada. Se ela tivesse colocado aquele silicone Frances que agora descobriram que pode gerar danos nos lindos seios das mulheres que terão de fazer um Recall, talvez tivesse algo mais atual com o que se preocupar. Mas atitudes continuam sendo iguais e a tendência é que esse povinho hipócrita, sujo e gordo afogue todas as esperanças em curto prazo de que surja algo legal para ser comido e admirado nas noites do Quintal. Sou capaz de lidar melhor com essa possibilidade hoje curtindo o vazio, e a quase intimidade de Bebel. Por fim, não há muito que fazer agora, senão imaginar o que escrever. Há tempos em que o melhor e ficar apenas observando e tentando produzir o máximo de novidades que lhe refresquem a alma, caso isso seja Possível. Fico na espera de um milagre. Mas milagres dependem de nós! E minha vida há de saber disto...
Até mais tarde...

Uschuaia Dean, 12 de janeiro 2012 – 02h46.

ELE

FOTO Arquivo pessoal 2012 Ele contraiu os olhos num espano de dor quando eu pronunciava palavras na mesa lotada com amigos. Porque nunca deixou de me querer e nesta madrugada, finalmente não conseguiria dormir, está sendo torturado com minha presença e todos, até do outro bar observaram, o quanto aquele infeliz está incomodado comigo... Também pudera, sei o quanto representei em sua vida, o quanto aprendeu alguns valores menos votados. Acredito que queria mesmo era dormir sem mais voltar a acordar, era apenas mais uma noite de cerveja e solidão. Ao surgir o sol acordará em solidão e não terá alguém descalço a trazer-lhe a sandália. Aqueles dias que nunca mais voltarão não são apenas recordações de quando ainda tremia as pernas em emoção. Penso ainda, quer tanto andar descalço por meu apartamento. Poder, por um único dia, sentir o arrepio que dá quando se toca no chão gelado e meus lábios junto ao seu. Afastou as cortinas, como se afasta o medo, e encostou a cabeça na janela observando as luzes da cidade, deixou-se ficar a olhar as gotas caindo pelas copas das poucas árvores da Praça Raul Soares. Cerrava os dentes sempre que um vento fazia balançar a janela, receando que um dia qualquer a tempestade partisse os vidros da janela. Era o medo, apenas o medo, e o desejo, o medo, que o vidro se estilhaçasse em fragmentos e que enterram na pele rasgando aos poucos a sua pele. Abriu a janela. Antes que o vento partisse o vidro. E sentia cada beijo na pele. Cada toque suave da chuva. Cada gota que escorria misturada nas lágrimas. E era assim que se sentia bem. O ventou tombou a violeta no móvel cheio de cds e filmes. Ele debruçou-se para apanhá-la. Caiu. Esforçou-se em equilibrar no corpo que lhe restava forças, mas, caoticamente, caiu. E eram apenas risos de desprezo, humilhação e sarcasmo. Vozes ao longe. Talvez viessem debaixo da cama. Rastejou para lá. Ninguém. Há sempre ninguém. Remexeu memórias, voou, sorriu, leu tocou, amou... Chorou! Podemos ter um mundo debaixo da cama. Ou podemos ter o mundo. Ele hoje tem o mundo debaixo da cama. Sente a minha falta. Eu já não o busco mais para almoçar, passear, ir ao futebol. Arrancou a violeta, espremeu entre os dedos, arranhou, devorou. E mandou bem longe aquele resto de saudade, de dores e vontades. Sabia bem onde jogaria o vasinho, junta aquela terra que está no chão, Poe dentro de um jornal, limpando os olhos nos joelhos. Quase que esfolava as pálpebras, mas nunca estaria tão bem assim. Saiu à rua. Disse que compraria outras flores. Um bueiro explodiu à sua frente. Verdade? - Nem tinha reparado. Havia um mundo à sua volta. Claro que havia! Ele tonto, perdido ouvia os sons. E via o fantasma branco, com outra camisa de James Dean sentado na esquina da praça, sempre na mesma cadeira. E queria entrar no bar. Queria tanto entrar de novo. Falar com o fantasma E parar, e sorrir. E atravessar a frente daquele que um dia foi seu segundo sol. Mas o fantasma tinham-lhe cortado às asas. Moveu a cabeça e saiu dali. Sentia o vento que lhe batia na cara. Algo lhe sorriu. Algo o fez sentir que há lugares que são pequenos abrigos para onde podemos sempre fugir. E começou a afastar-se. E ele começou a afastar-se cada vez mais. E começou a andar cidade a fora. E a bater contra os postes e árvores da Praça. Sentiu-se culpado. Como sempre se sente quando olha para as asas. Para asas cortadas. Ergui muralhas à volta de meu peito que não o deixo partir nem deixo chegar próximo a mim. Torturas, apenas torturas que quero agora. É pena, as muralhas não deixam cuidar de alguma coisa boa que ficou dentro. Largou o orgulho junto ao primeiro orelhão que encontrou. Tem que seguir sozinho. Fútil. Julgou ser capaz de sobreviver à caminhada sem o fardo do apoio. E largou o fantasma por instantes. E deixou-se rastejar. Arranhava a pele pelo caminho. Lambia as feridas que não cicatrizavam. Chora. E assistia à queda vertiginosa das lágrimas. Deslizavam pelo peito. Sem becos, sem paragens, sem atalhos. E o fantasma sorria. E ele continuava a rastejar. E as feridas ardiam. Como ardem as feridas nas mãos. Como arde a língua em dias de nevoeiro. E o fantasma sorria. E estava feliz assim. Vingando... Chegou ao apezinho. Cansado, exausto. E deitou-se na mesma cama, dura, com lençóis surrados e sujos Com a mesma almofada colorida e com mau cheiro. Abraçou mais uma vez a solidão E na madruga tentaria enfim dormir... Ushuaia Dean Belo Horizonte, sábado seis de Novembro 2011.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

COMO ANTES

FOTO,DESFILE DA COCA COLA 2011 COMO ANTES... Uma camisa vermelha, com detalhes abstratos em traços coloridos, era a única coisa que parecia nova em Flor... Ela chegou com o mesmo olhar cínico e covarde a caça bem mais cedo... O Quintal fervendo! A mesma calça! O mesmo tênis! O mesmo relógio! Acho que a mesma cueca também...! O mesmo bar como testemunha! O mesmo cinismo, querendo mostrar-se discreta... De repende estava com o Duca já colado bem próximo de nossa mesa, tomando em pé como vaca – “Palavras dela mesmo “ • Soube através das más línguas que Duca é viciado em sexo, quer todo dia e o Aeroporto de Mosquito, vulgo Max não aguentou e terminou o caso... Não deu as caras no Quintal, que estava meio sem graça, o Remilton nosso Garçom preferido está em viagem, pois perdera um irmão ontem em Ipatinga... • • Mimi após se esbaldar na Sauna Samurais acabou sozinha no bar da Praça. Vez outra eu ia lá e por momentos pintava alguém a papear com ele. Quando saí para retornar a minha casa, ele havia tomado sete ou oito canecas de vinagrete e o gozei mostrando o tamanho de quantos litros seria. Encheu o saco, mas sabe como sou e saio pela tangente e nãod ei bolas a cobrança... Se Mimi não vai mais ao HI Fi, eu continuo a ir e ele não tem o direito de me cobrar nada... • Ficou com ele, o L.V, o cara é uma mala e me cantou o tempo todo... Como não dei papo e quando eu saia, disse-e que eu o descartei, porque não aceitei o convite para dormir na casa dele lá na região da Pampulha... • Agradeci, e deixei os dois lá no Amarelinho, que também é conhecido como Bar da Praça. Devia ser Bar das Bichas. Como estava cheio aquilo lá, um inferno, bichas de todo tipo. Até algumas mortas apareceram por lá... - Estávamos eu, Mar e Dandão numa mesa, vez outra passava algum conhecido. Alguns “ dinos “ amigos de Mar até assentaram-se conosco.Me aparece Ceu e Seu PP impecavelmente arrumadas e até os elogiei...Mas era a mesma roupa de sempre.Já os vi algumas vezes com o mesmo visual.Até lembrei de meus tempos de menino em Manhuaçu,.era só aquela roupa era para sair no sábado... Cumprimentaram-nos. PP de costas não viu Ceu cumprimentar sorrindo, Flor que discretamente o encara sem nada dizer, nem com a boca balbuciou-se,mas o olhar era bandido,falso e PP simples e solicito perguntou-me sobre a nova festa.Já estamos vendendo os convites,mas achei melhor deixar para o outro dia,pois Ceu estava prosa que ia ao Estação 2000 ver o garoto Bum Bum da Revista G Magazine... O burburinho estava formado. Uma galera em polvorosa querendo ir à Estação e outras ao Mineiro Bill na festa dos Ursos BH. A noite era de todas... E descubro que Bourbon não é confiável para alguns assuntos não. Dondon chegou depois de um longo tempo a mascar chicletes com uma camisa tão vermelha que mais parecia um capeta no cio... Flor já estava assentada a uma mesa com o Duca e por ali ficaram, de mãos e abraços... Os Dinos iam e voltavam, voltavam e iam, até que decidi sair. Melhor agora seria meu apartamento, pensei em meio a tantas e tantas criaturas insanas que ficaram surpresas da presença do Andrea Bocelli em BH dia 06 de novembro numa festa da FIAT na Praça da Estação e que Eduardão estará com a Orquestra Sinfônica o acompanhando. Começo entender este silêncio que às vezes é quebrado pelo barulho da tecla do meu PC e dos carros lá fora, e não vem o sono e na ausência dos sons familiares, só os ruídos da memória. Deve ser necessário esse despertar superlativo. Atrever-me a estar comigo, e em vez de sonhar, seria melhor, acho. Conviver com a realidade desnuda, acordada é melhor que ouvir bobagens de Mimi Que fosse desobrigação dormir, fechar os olhos, espreguiçar a vontade, encontrar verdades, mas me vejo tingido da sensação solitária do silêncio. Sou candidato a ganhar essa madrugada inteira, pensando que sou uma colisão entre meus sims e nãos, sempre antecipado ou atrasado, nada exata em nada. Silêncio incômodo, Acho que vou cantar para nascer o sol... Ele virá de qualquer forma, cantando ou não. Acho que vou escrever para amanhecer, ela chegará de qualquer forma, fazendo brilhar ainda, a última estrela. Acho que vou contar as batidas do meu coração, ele continuará seu compasso... Começo a me confundir no silêncio, sons diferentes, memória calada, deve ser necessário esse estado ancorado, cativo. Preso ao relógio de pulso, e ao de parede nas minhas costas que gritam comigo... 03h59. Vai dormir criatura! O dia já começa a se formar. Galos a cantar e as baixarias da noite em algazarras pelas avenidas de meu bairro indecente. - Uma coisa tenho que aplaudir de pé.Não ouço e quase nem vejo cachorros latindo noites a fora...Eles ladram em outro canto do bairro,assim como Flor ladra corações inocentes em outras galáxias... Uschuaia, 24 de Setembro 2011. FALTAM 24 DIAS PARA EU ESTAR BATENDO PERNAS EM PARIS. OBRIGADO SENHOR...

odeio gente mentirosa

foto pessoal 2011 ODEIO GENTE MENTIROSA Sinceramente apenas sei o quanto desgostei. Ver alguém ser tão inimigo de quem mais amou e ainda amo, humanamente falando, mas existirá maneira de contornar este ser vivo? Vejo-o abandonado pela minha alma sem pecado, parece que uma palavra qualquer o leva a qualquer lado. Leva-o ao inferno, e leva-o aos Céus Leva-o a sentar no banco dos réus. Não é um pobre, nem sequer um coitadinho, um mero viajante traidor, covarde e mentiroso. - ( Odeio gente mentirosa ) Daqueles que encontramos no caminho entre dias e noites Sinto-me substituído, enquanto estás de luto. Teci a minha muralha, voltei à vida e a batalha! Não tenho medo de perder aquilo que dá sentido à vida. Desculpa não manter a chama sempre acessa. Desculpa, Mas estou achando ótima essa vingança. Hoje não tenho mais medo de nadar no alto mar. Nem de voar por ai... Abraços Uschuaia Eiffel - Tenho que arrumar um pseudônimo para lançar o meu romance gay. O Primeiro dia do Fim... Agosto 2011

Ó... A ONÇA AÍ!

FOTO DE ARQUIVO 2011 Ó... A ONÇA AÍ! Qualquer um pode se tornar poeta ou escritor, bastam sair sem destino e observar os desatinos sem a letra de forma, os latidos dos cães pelos cantos de ruas, pessoas desafiando a vida sem noção, outros desafinando sem canção. Pessoas sem destino, sem alma, sem emoção, cheio de desvios e atalhos como fossem retalhos de vida que despencam pelo horizonte. Quando não penso, não sei quem sou, tem sempre uma dúvida pairando na minha cabeça, um talvez amanhã... Mas nas noites as horas voam e as criaturas aparecem do nada a atormentar. São nestas horas que a noite traz as lágrimas de uma saudade longe, tão doce quanto amarga. Lembranças embalsamadas nos longos momentos de conversa entre pessoas supostamente amigas... Na noite raifaiana enquanto bebo meus chopes, olho, observo e também sou visto... As mesas cheias, as “ meninas “ em polvorosa e após tempos a mesa Mimi ( Que sempre tenho a impressão que está dopado ),Gigi e mais outro sujeito com a cara de Topo-Gigio.alegram-se com a chegada de Flor que estava despojada com uma bermuda meio caqui com listas cinzas bem discreta,uma camisa amarelada e tênis branco... Sisi já estava em outra mesa com alguns dragões e nem se cumprimentaram. Lazinha me cutuca e diz que eles brigaram coisa que quase achei verdade, mas algum tempo, os dois estavam de frente, conversaram e desapareceram do mapa. Aliás, os amigos foram juntos. Talvez tenham ido ao La Torre ou Estação... Senti que estavam com corações apertados desses que dói o peito com qualquer musiquinha eternizada. Esqueci Flor e fiquei de lero com “Lazinha, A Louca “ e a cada dinossauro que chegava aquelas brincadeiras,mais papo furado e cervejas... O Bar lotado e me aparece o caminhão recolhendo o lixo na Bias Fortes.Os garis sorridentes e saltitantes zoando as ratazanas que ali estavam gritando,dando vexames...Lazinha joga beijo,uma tal ,mais louca ainda que se auto define como Habib tira o boné e joga beijos aos garis,enquanto uma besta,desempregada me pega de papo,pois o sonho da vida é fazer um Cruzeiro,e não tinha ideia e nem roupa para curtir um navio do porte do Costa Mágica...Falava da vida dura e das dores de quem quer falar, falar para este idiota aqui ouvir como antes. E a noite passando, e o vento mudou, já cansado de corpo e alma, sentia tristeza, e estranheza com o papo do tal rapaz de Venda Nova... E foi aí que ouvi o gari todo alegre berrar... - Ó...a onça aí! Traduzindo para o bom Português, ele quis dizer que ali só tinha viados... “Não me contive e acabei sorrindo, achando graça da frase e da cara do Zezão puto de raiva, pois ele não admite que o Bias Bar, vulgo HI FI, não seja bar” gay”. Olho o digital do JK e vejo que as horas estavam adiantadas, quase três da matina e eu ali, perdido, sozinho, já que os carcarás voaram para a Estação e os ratos que ali estavam queriam alimentar de sangue e suor alheio e foram os momentos mais solitários que vivi numa única noite sem ninguém que prestasse mesmo... E a noite passou, e o vento também passou, e senti a manhã da maturação, do que não é previsível, de não ter somente os pés no chão, mas o olhar com o meu delirante olho direito que, bem aqui dentro, só quer acolher a doçura de meu pobre coração solitário, coração de louco que se acha poeta, de escritor de meia tigela, de um besta quadrante e espumante, porque sabe, o quanto a decepção pode durar numa longuíssima noite, mas, que a alegria chega pela manhã com o canto dos pássaros e a luz do sol que me faz alongar aquelas longas conversas de meio de noite. E minha alma sabe ler,o coração entender...Só Deus pode me conter!!! Uschuaia Dean 02 de Outubro 2011.

HETERO GAY

HETERO- GAY - Essa letra ficaria bem na voz de Ney Matogrosso – Quiseram me abraçar Quiseram me morder Tentaram me beijar Mas sou um homem gay para amar... Amar... amar... Amar... Amar... Amaaaaaaaaaaaaaaaaarrrrrrrr. Hetero ao avesso E aceito o teu apreço, O abraço mais lento de repente O teu afeto, o teu beijo mais quente. A sua mordida, essa tara que arrepio E estou sempre no cio Estou sempre no desejo Do hetero- gay Do gay - hetero... Quiseram me abraçar Quiseram me morder Tentaram me beijar Mas eu sou um homem gay para amar... Amar... amar... amar... amar... Amaaaaaaaaaaaaaaaaarrrrrrrr. Não sou anjo, nem diabo. Testosterona pura, domínio, Homem gay calado. Tudo um pouco, tudo um mais. Venha me abraçar Venha me morder Venha me beijar Venha logo estou aquiiiiiiii Eu sou homem gay- hetero. Hetero-gay, um tesão a mais Quiseram me abraçar Quiseram me morder Tentaram me beijar Eu sou um homem gay para amar... amar... amar... amar... Amaaaaaaaaaaaaaaaaarrrrrrrr. USCHUAIA DEAN,NOVEMBRO 2011

quarta-feira, 18 de abril de 2012

AS CARTAS QUE ESCREVI... Onde andarás você agora?Estaria já no sono de Morfeu ou curtindo a noite carioca na Lapa ou em algum bar do Baixo Leblon num drink básico? Rio é sempre Rio de Janeiro, fevereiro, março, qualquer mês. Enquanto a chuva caí... (e como chove em Beagá neste dia!) tento escrever alguma coisa, mas às vezes preciso ser sacudido para entender que nem todo dia tenho inspirações em escrever algo diferente e que nem todo mundo está legal. Que nem todo sorriso é verdadeiro. Que nem toda mão estendida é realmente para ajudar e que nem todo mundo que diz algo, consegue levar isso à risca. Eu sofro. Às vezes desanimo. Fico vendo a chuva pela janela, com o som ligado, cabeça a mil, mas não saí nada... Em outras me desencanto, mas mesmo que doa, não consigo perder a leveza. A doçura. A fé. E por isso sigo feliz talvez, sem prender sorrisos, sem peso nas costas e no coração, acreditando que, por mais que a maioria não seja aquilo que aparenta, em horas despretensiosas sempre esbarro com quem é de verdade. Com quem, assim como eu, acredita. E todo o resto passa a valer à pena. Eu que há muito estive quieto, agora sinto sacudido pelos ventos desta Primavera. É muito sol e muita chuva entrando em minha janela sem pedir licença. Sem dar explicação. É inevitável, sinto-me iluminado. Vibro com as cores do arco-íris. Leve, deixa-se levar por entre as nuvens... E vem o frio que também me faz bem! E sonho. Sonho com aqueles que amam, mas que por circunstâncias da vida estão longe. Sonho com as doçuras já vividas. Com os sentimentos descobertos e redescobertos. Sonho com uma sociedade mais justa. Mais leve. Com pessoas menos pesadas e menos mascaradas. Com gente que não tem medo de sorrir e estender a mão. Sonho com um rio manso. Com uma paisagem mais verde, mais florida, menos cinzenta. Com pássaros cantando a todo o momento. Com crianças brincando sem o medo do desconhecido. E sonho... Sonho com o fim das diferenças. Com a proximidade sem interesses. Com menos mentiras. Menos perdas. E sonho com o brilho das estrelas e a brisa suave do vento que chega sem pedir licença, mas para avisar que a vida é esse instante breve. E é por isso que é preciso aproveitá-la. Minuto a minuto. Sem amarras, nem medos, nem assombros. Porque o momento que passa, dificilmente pode ser recuperado. E é com essa certeza que me deixo levar... Guiado pela luz do Sol e as cores do arco-íris que insistem em brincar com meus cabelos, lembrando-me de como sou especial pelo simples fato de estar vivo. E, de quebra, ter tanta coisa para sonhar... Uschuaia Dean,Novembro 2011

SANTINHA FLOR

Santinha Flor Ela sempre se acha à certinha. Ou procurava ser. Tenta ser educada e paciente com todos. Voluntária em vários projetos. Amigo sempre presente e a postos para consolar ou socorrer qualquer amigo. Mocinha considera o respaldo do restante da prole. Dôra com cara de tacho desfila pelo Quintal a roubar seus olhares furtivos, acha-se uma filha dedicada, amorosa e prestativa. Aprendiz CDF. Sim, nunca tirava as maiores notas no colégio. E no amor... Ah! Quando namorava, era pra valer. Fazia de tudo para quem estivesse ao seu lado. E os motivos que levavam as relações naufragarem geralmente era por esse “excesso” de dedicação por parte dela, aos vários homens que afagava os seus cabelos. Sempre, foi mal na prova de matemática, repetia o Kel constantemente. Não entendia o porquê, já que havia estudado tanto para ela. Nando foi então tirar satisfações com o professor Ed, que estava encarando-o constantemente. Espumava de raiva. Virou com força um copo de cerveja, engoliu tudo. Foi quando, pela primeira vez, olhei profundamente nos olhos de um loirado que estava na turma. Azuis como o céu. Fiquei sem saber o que fazer, se me apresentava ou esperava estender-me as mãos. Não sabia o que pensar. Num ímpeto Délcio aproxima, agarrou o sujeito. Beijou-o com tanta paixão, tanta lascívia, que jamais pensou existir dentro deles. E pela primeira vez, o vulcão. A erupção foi tão forte, que ambos se esqueceram de onde estavam. Enfim descubro que é mais uma daquelas que fazem vida nas saunas da vida. Fizeram de tudo, falaram tudo com alguma loucura. Com tesão. Depois de tudo acabado, Dimitri ajeitou a camisa, passou a mão esquerda nos cabelos, sorriu sem graça e saiu. Um velhinho amigo deles, sorria feito criança, sob olhares da turma que lamentavam a ausência de Jugem. Flor dizia estar leve radiante e sentindo uma nova sensação: os tempos de certinha tinham ficado para trás. Agora ela sabia que podia ser o que quisesse. Então, rasgou o folheto que estava sobre a mesa, pagaram as suas contas, Ilídio veio a mim, apertou meu pescoço com certo desejo chamando-me para ir à Estação com eles. - Disse que talvez fosse. Bem mais prazerosas os vi atravessarem a avenida, quando um amigo apresenta um cara bem legal,muito culto e poético que tentava ficar com o meu livro... Este é outra história e talvez um dia saia do rascunho de minha cabeça entupida de cervejas, Brahma, Antarctica e Skol alguma novidade deste sujeito de camisa azul que achava engraçado a minha camisa e a mochila nas costas. Uau!!! Como sou um misto de Michael Douglas com Catherine Zeta Jones... Belo Horizonte, Três dezembro 2011.

NA NOITE TANTOS ENCONTROS

Na noite tantos encontros Pessoas diferentes procuram distanciar os fartos olhares... Vejo pessoas que são os amigos que acredito serem os mais antigos. Sim, 20 anos de amizade é um bom tempo, sem levar em consideração que são as pessoas mais diferentes do mundo, ou seja, de longe, ninguém jamais diria que seriam tão chegados. Já riram, já choraram, já jogaram tuas verdades na cara um dos outros, já mudaram de opinião, já ficaram muito tempo sem se ver, mas sempre estão juntos, lembrando-se de coisas que foram feitas ou ditas, pensando "preciso contar isso pra eles" quando alguma tragédia ou comédia nos acontece. Hoje, mais uma noite escura na qual os encontrei, em meio a um "garçom, o cardápio" eu viro e pergunto e aí, qual foi a última crise existencial? Ele me vira e diz "eu sou gay". Eu dou uma gargalhada enquanto pergunto ao garçom se é novidade! Ele repete que é gay, e eu começo a levar a sério, mas aí a gargalhada vira uma risada nervosa, enquanto um elemento diz que vai embora. De repente, nós esquecemos o garçom, a novidade para ouvir o que precisa ser dito. Chora, dá risada, sente-se alívio, conforto, verdade e a sensação de importância que temos na vida de algumas pessoas que viram pra gente e dizem "eu precisava contar pra vocês primeiro"! Meu caro, amigo, quem diria já jogamos no mesmo time! Depois de muito analisar sinto como numa música... No bar somos todos iguais, mas sofremos mais uma baixa - um cara a menos que vale a pena foi-se pró-lado de lá! Não importa o que os outros vão dizer, eu sempre estarei por aqui, por ali, mas, como no filme "O casamento do meu melhor amigo", disposto a surtar e cantar, no melhor estilo Andrea Bocelli porque tenho bom gosto: PER AMORE. USCHUAIA DEAN ,21 DE MAIO 2011

segunda-feira, 16 de abril de 2012

FRACASSO



FRACASSO não acontece por acaso.

QUE TOLICE MENTIR PARA OS AMIGOS,
SE NÃO MENTÍ PELO MENOS OCULTEI
E ME FEZ UM MAL TERRÍVEL
DÓI EM MIM LARGAR OS AMIGOS POR ALGUÉM
JURO QUE TENTEI, MAS NÃO DEU.
JÁ NÃO SEI MAIS AMAR,
FAZER SEXO ENTÃO...
TENTAR SER PASSIVO NÃO DÁ...
NÃO É A MINHA...
UM SUJEITO BACANA, MAS NA CAMA FALHEI.
OUVI MUITAS PALAVRAS BONITAS.
MUITO GALANTEIO
MAS E O MEDO DE SOFRER DE NOVO?
VOLTEI AO PASSADO E NOTEI QUE NÃO ESQUECI O PASSADO
NÃO ESTOU PREPARADO PARA NOVO RELACIONAMENTO.
ACHO QUE SEI VIVER MESMO PARA OS AMIGOS, ISTO ME BASTA.
O SEXO NÃO ME ENCANTA TANTO MAIS, E OLHA QUE EU QUERIA.
FIZ DE TUDO, MAS NÃO DEU,DESEJEI...
MACHUQUEI-ME AINDA MAIS
JURO QUE TENTEI, MAS FUI UM FRACASSADO.
MEU MAIOR MEDO ACONTECEU ABISMADO FIQUEI
E DEIXEI O CARA FRUSTADO.
E COM QUE CARA FALAREI COM ELE DAQUI PRÁ FRENTE
ESTOU COM O GOSTO DE VÔMITO NA BOCA
UMA VERGONHA INCRÍVEL NA CARA LÃNGUIDA
CLARO QUE NÃO, ME PROCURARÁ, POR MAIS QUE DISSE NÃO.
SABE QUE NÃO É DELE QUE GOSTO!
E NÃO TEM ADMIRAÇÃO QUE RESISTA SEM TESÃO.
SEM AQUELA EMOÇÃO QUE ELE SONHAVA...
SINTO VERGONHA E TRISTEZA, POIS SOU UM FRACASSADO.
ELE SAIU MEIO CABISBAIXO, SEM GRAÇA.
E NÃO CONSEGUI DEIXAR QUE DORMISSE COMIGO...
PAREÇE QUE DEIXEI MEU CORAÇÃO NO GELO
E NEM PRANTO DERRAMEI
FIQUEI SEM CORAGEM PARA FALAR MAIS ALGUMA COISA
AFINAL SONHAVA NA DOCE EMOÇÃO ENQUANTO O DESEJAVA
JOQUEI UM AMOR QUE CINTILIVA EM MEUS OLHOS FORA
POR SER TÃO IDIOTA OU INGÊNUO DEIXAMOS DE SER ETERNOS AMANTES
E NA NOITE FRIA SERIÁMOS ARDENTES E AQUECIDOS COMO NA LUZ DO SOL DE VERÃO
NÃO FOI DESTA VEZ QUE SENTIRIA CONSUMIDO COM VONTADE
O SOPRO MOLHADO NOS LÁBIOS UM BEIJO CALOROSO
O ENCANTO DELICIOSO QUE NOS FAZ VER OS OLHOS BEM FECHADOS
A AUDÁCIA EM OFERECER O MEU BRILHO, MEU PRÓPRIO SER...
UM FRACASSO TOTAL TENTAR VE-LO NA MINHA PELE TEU CHEIRO
TEUS SONHOS, SUA ESSENCIA, TEU SEXO, TEU ARDIR EM GOSO.
POR ALGUM MOMENTO TENTEI ALCANÇA-LO, TE ATRAIR.
MERGULHAR SEM RECEIO NAS EMOÇÕES ADORMECIDAS
PERTENCER A VOCE E ME PERDER EM TEUS BRAÇOS
NÃO DEU, JURO QUE TENTEI NÃO DEU.
ESTOU MAL, ESTOU SEM NEXO, SEM PLEXO, COMPLEXO TOTAL.
O QUE SEI É QUE NÃO ADIANTA FORÇAR.
CORAÇÃO É TERRA DE NINGUÉM...
É COMO A LUA, ADMIRADA, ADORADA, MAS DE NINGUÉM.

• SE PUDESSE CORRERIA PARA OS BRAÇOS DE QUEM AINDA INFELIZME
• Uschuaia Dean,agosto 2011

domingo, 15 de abril de 2012

HOJE ACORDEI



Foto: Proibido crédito e comentários
Data, hora, lugar!
Afinal, toda nudez sempre deveria ser castigada.
2011


HOJE ACORDEI...

HOJE ACORDEI COM UMA VONTADE DANADA DE ABRAÇAR...
...MAS SOZINHO, JOGUEI FORA MEUS DESEJOS AO AR.
HOJE ACORDEI COM UMA VONTADE INCRÍVEL DE BEIJAR...
...E SENTÍ O AROMA ADOCICADO FEITO DOCE DE MORANGO.
HOJE ACORDEI COM UMA TREMENDA VONTADE DE TOCAR SEU ROSTO
...E FIQUEI COM O CORAÇÃO NA MÃO FEITO UM BÔBO DA CORTE.
HOJE ACORDEI COM UMA VONTADE SEM EXPLICAÇÃO,
VER SEUS OLHOS LINDOS CASTANHOS FAISCANTES...
...MAS ME PERDI NA NUVEM CLARA QUE ADENTROU MINHA JANELA.
HOJE ACORDEI COM UMA VONTADE E DESEJEI INFINTAS COISAS...
MAS ACORDEI SEM NINGUÉM MAIS UMA VEZ.
SEM ALIZAR OS SEUS CABELOS...
SEM ADMIRAR O SEU SORRISO...
VELAR O SEU SONO E TOCAR TEU ROSTO MEIGO.
SEM SENTIR TUA BOCA MACIA
VER-TI NÚ, SOMENTE PARA MIM...
Ps.
UUU...LALA...
Não se precisam dar ao trabalho de comentar... Este é daqueles post que é só para mim... Como quase todos os outros, aliás......lo0o0ol......
Guto
Quarta feira, manhã gostosa, 05 de Outubro 2011.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

OS DINOSSAUROS ESTÃO A SOLTA....

Foto arquivo pessoal



OS DINOSSAUROS ESTÃO A SOLTA...


NÃO TENHO COMO IMPEDIR VOCE ME OLHAR COM ESSA CARA DE CACHORRO ABANDONADO
NEM VOU PEDIR QUE BEBESSE UMA GELADA AQUI COMIGO DO LADO
VOU ME COMPORTAR COM CLASSE, POIS SEI O QUE É DIGNIDADE.
NÃO PRECISO DOS TEUS CARINHOS, NEM DAQUELE PAPO CHIFRIM.
EU ME VIRO BEM SOZINHO RASTEJANDO PELO MEU MUNDO
E NEM FINGIR EM CHAMAR O SENNA, LEVAR-ME EM CASA...
EU ATÉ ESQUECÍ OS TEUS OLHOS CASTANHOS, TEU LÁBIO E TUA CARECA.
TEU METRO E SETENTA E POUCOS DE ALTURA, TEUS FORTES E APERTADOS ABRAÇOS.
E QUE DEMORAVA NO BANHO TODO ENSABOADO DELIRANDO DE DESEJOS...
ESQUECO-ME QUE O SEU TÊNIS É O MESMO NÚMERO DOS MEUS E ESTÁ SURRADO
QUE PRECISA DE CAMISAS E ROUPAS NOVAS... DE AFETO E CALOR!
E QUE ADORAVA FAZER AMOR NO ESCURO GEMENDO DE PRAZER.
ESQUEÇO-ME DE ABRIR A PORTA DO QUARTO E VOCE AINDA RONCANDO
COM O CAFÉ DA MANHÃ, O JORNAL POR LER, ACARICIAVA TEU CORPO QUASE NÚ...
E NOS TEUS BRAÇOS APERTADOS ME BEIJAVA DIZENDO QUE ME AMAVA...
ESQUECI-ME DE TI DIZER QUE ESTE PRANTO NOS MEUS OLHOS AVERMELHADOS
É QUE O GALO PERDEU MAIS UMA E POR ISSO EU CHORO DE PAIXÃO POR ESTE TIME
NÃO PRECISO DE TUA RONDA, NEM DOS TEUS CARINHOS FALSOS, DE TUA FALA MANSA.
EU VIVO BEM SOZINHO, MESMO NO BURACO NEGRO, SABENDO O CALHORDA QUE FOSTE.
MAS ANTES DE IR ASSENTAR-SE EM OUTRA MESA, NÃO TENTE FALAR DAQUELE AMOR COMIGO.
CALAMOS TANTAS NOITES DEIXANDO LÁ FORA OS PROBLEMAS, AGORA SÓ AS MÁGOAS.
ÁGUAS QUE NUMA MANHA EU DECIDÍ SEGUIR SEM VOCÊ...
ASSIM COMO FLOR COM SUA CALÇA AZULADA E SURRADA
COM A CAMISA BRANCA, DE MANGAS LONGAS SUPER COLADA NO CORPITCHO.
CABEÇA AO VENTO, LONGE O PENSAMENTO SOLITÁRIA NUMA MESA...
FLOR SE RODOPIA A PROCURA DE NOVO STAR.
ENGRAÇADO QUE BODIM MAL CUMPRIMENTOU FLOR
E NUM PASSE COMO MÁGICO DOM SERAFIM APAREÇE E ASSENTA-SE A MESA AOS SORRISOS DE FLOR...
MEU EX PAREÇE QUER ME OFENDER COM UM ESTORVO, CARA DE LOUCO, E INSANO.
MARETH SENTE-SE DORES E PAGO O PATO, POIS ACHA QUE ESTOU ATENTO, ALEGRE E AGREDINDO O CARCARÁ...
QUERIA QUE O MUNDO CAISSE SOBRE MINHA CABEÇA.
DEFINITIVAMENTE QUERO DISTANCIA DAQUELA PESSOA FÚTIL E VAZIA TRAÍRA E COVARDE...
SOU MAIS EU E PRECISO CUIDAR É DE MINHA VIDA... JÁ FUÍ UM DINOSSAURO...
FODA-SE MUNDO, FODA-SE CARALHO, FODA-SE FILHOS DA PUTA.
FODA-SE HI FI, FODA-SE EU, FODA-SE DEAN ÓTARIO... QUE MERDA DE GENTE SOU EU!!!
- ENGRAÇADO COMO VIBRAVAM COM O TELEFONEMA DE RIBA E CLARO QUE NÃO DECLAREI O AUTOR. SORRIAM EM ESPERANÇAS, ACHA QUE ENCONTREI MINHA ALMA GEMÊA, COISA QUE ACHO DIFÍCIL E COMPLICADO...
NOITE DE SEXTA HI FI – BELO HORIZONTE, TENTANDO APROXIMAÇÃO FIZ QUESTÃO DE MOSTRAR QUE SOU OUTRO...
USCHUAIA DEAN, 30 DE ABRIL 2011 – MADRUGADA 01h06min.

EM OFF...


FOTO ARQUIVO PESSOAL ABRIL 2012

EM OFF...


(Quase no final de nossa festa domingo, duas mulheres...)

- Filha da puta.
- O que foi dessa vez?
- Eu te segui.
- Me seguiu?
- Sim.
- Então?
- Eu vi.
- Viu?
- Vi.
- E?
- Você é uma idiota.
- Eu?
- Sim.
- Você anda por ai me seguindo e eu sou a idiota?
- O que você faria no meu lugar?
- Não estaria me seguindo.
- Babaca.
- Eu sou Babaca?
- Você não me respeita.
- Por que?
- Se respeitasse não teria feito isso.
- E você ter me seguido demonstra o que? Uma atitude madura?
- Não confio em você.
- E está comigo mesmo assim? Que tipo de pessoa vive ao lado de alguém que não pode confiar?
- Escrota.
- Por que me xinga quando lhe falta uma resposta?
- Por que você faz isso?
- Por que você fez isso?
- Já sabia que você estava me enganando, só quis ter certeza.
- Se já sabia, para que ter a certeza? Saber não bastaria para que tomasse uma atitude?
- Você ainda tem a cara de pau de discutir comigo, depois de tudo que vi?
- Não estou discutindo com você, estou conversando.
- Não tem mais conversa.
- Certo, então?
- Você não merece nada do que fiz por você.
- Você fez por mim?
- Sim, fiz por você!
- Não fez por você primeiro?
- Não! Eu abri mão das minhas coisas para estar ao seu lado.
- E não foi porque você quis?
- Ingrata!
- Qual é sua referencia de Gratidão?
- Não é esse tipo de atitude sua.
- E como é ter o desejo de seguir alguém?
- A busca pela certeza.
- E agora que tem a certeza, o que vai fazer com ela?
- Vou embora.
- Muito bem. Então é assim que resolvemos nossa relação.
- Você me traiu.
- Não te trai.
- Traiu sim.
- Não te prometi nada.
- Não existe isso, sua filha da puta! Você é meu Marido ( ? ) há 7 anos.
- Sim, sou.
- Então isso não lhe dá ao direito de me trair.
- Meu amor, se eu fosse levar esse seu conceito em consideração, a gente nunca teria se conhecido.

- PS. E SE ATRACARAM, PUXARAM CABELOS, BERRAVAM E ACABARAM EM BEIJOS E ABRAÇOS ENTRE AS PAREDES DE VIDRO DO PRÉDIO DA POLICIA QUE OLHAVA DE LONGE E SORRIA.
uschuaia dean, 09 de novembro 2011.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Alguns anos....



Flor se faz
De sorriso
De lágrima
De um desejo
De lembranças infantis
Das charadas com Léo
Das desculpas já perdoadas de Rui
Da dança com Mimi
Das bebidas com Marc
Dos desenhos com Edu
Das risadas com Maurinho
Das piadas com Eustaquio - sem apelo
Do mestre Inteiro
Dos afetivos sorrisos pro Remilton
Wilson riu
Quando mostrei minha infância
Claudio o presenteei com meu sorriso
Rick quase matou nossa solidão
Aquela mesma - que ficava em nosso bar
Naquele balcão Claudio a fumar
Quando o Aviador era testemunha
E Chiquinho tentava não querer entender
Quando o cinzeiro por frustração
Se enchia cada vez mais
Insanos me não me desejavam mais
E aqueles caras me olhavam
Como se soubesse que sou idiota.
Lala dançou na calçada
Quando uma antiga música soou em minha boca
Quando Lee fala de um filme
Quando criaturas emos rebolam
Quando Balailaka gritou
Quando Bodinho encheu o copo
Quando Dona Flor acendeu um cigarro
Quando Dondinho cantou
Quando uma pedinte foi humilhada
E Duduzão quase chorou
Com as alegrias que perdeu
Com as palavras mal ditas
Do noticiário que não ouviu
O carcará não me lê, é angustia
Mocambo luta por um abraço
Do beijo que sonhou,
Rick dançou.
Flor beijou
Seu Dondinho
Seu copo de cerveja
Seus gestos em olhares ternos
Sua vida
Seu corpo
E seus TRINTA e poucos anos...
Uschuaia Dean,23 de Novembro 2012

terça-feira, 10 de abril de 2012

AS POMBINHAS DA NOITE

FOTO ARQUIVO PESSOAL 2012



As pombinhas da noite.

O gosto amargo na boca já indicava como seria o resto da noite
Elétrico, Longo e pesado.
Com dificuldade, tentava arrastar para fora da mesa aquele velho corpo que ainda insistia em acreditar que era possível continuar se achando o tal.
O canto escuro, revirado pelos copos, papéis e pratos amontoados há mais de hora, estava solitário, dava sinais claros de que há tempos só ele esteve por ali. Os enfeites de Natal, horrorosos por sinal em cada canto do Quintal o inspira em respirações sôfregas ansiando por um pouco mais de cerveja. Mas suas súplicas não tinham eco. E elas sabiam que era questão de horas para sucumbirem.
E ele, com aquele andar cambaleante, tentava se encontrar em meio à desordem. Procurou o celular num canto e não achou. Sentou-se noutra cadeira de costas para mim. Sentiu a umidade encostar-se a sua carne branca, pálida e magra e cada momento mais infeliz. Um arrepio percorreu sua espinha. Viu tudo rodar, mas não desmaiou. Um cheiro estranho vindo da cozinha chamou sua atenção. Ao abrir a pesada cortina da decepção de sua mais pura solidão que o separava do mundo lá fora, avistou duas pombinhas sorridentes. Uma dela sou eu, outra... A outra, uma daquelas tantas que me cobrem de afeto e carinho.
Imagino que desejava me colocar no colo como fez algumas vezes, sentiu uma inevitável vontade de embalar-me com carinho. Mas eram fortes as decepções quê sentia agora. Olhou para o teto e lados a me ver passar. Jurou ter visto Deus. Chorou, como há muito tempo não fazia. Sentiu que suas lágrimas lavavam seu corpo velho e cansado. Pediu ajuda com todo seu coração. Foi quando a sua filha chegou. Devagar, caminhou até a mesa e tentava subtraí-lo daquela tortura.
Agora tinha certeza: era Deus que estava ali em sua frente. Num ímpeto, abraçou-se a pobre filha e quando percebeu, a noite passara.
Madrugada afora. Um vento forte vinha da avenida. Percebeu que havia adormecido mais uma vez em frente à TV, naquela mesa suja e bagunçada. Levantou da cadeira, foi ao banheiro, passou pela pia, jogou água no rosto, chorou de novo e tomou mais um copo de cerveja. Olhando para o céu, que estava forrado de nuvens negras, estremeceu ao lembrar que eu estava ali, feliz, sorridente e colocando meus planos em prática.
Sabe que quero vê-lo no chão sofrido, lânguido e acabado.
E sorvendo o último gole de cerveja, decidiu: Não queria terminar daquela forma. Então se agarrou na mão da filha e voltou para casa decidido a tomar todas as decisões adiadas até agora. Mas isso seria feito depois.
Agora era hora de voltar a dormir e tentar fugir de mais um sábado de tristes lembranças.

Uschuaia Dean 03 dezembro 2011